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Dólar atinge R$ 5,11 e Ibovespa registra leve queda em meio a tensões globais

Em um dia marcado por incertezas globais, o dólar encerrou a sexta-feira com uma leve alta, cotado a R$ 5,11, enquanto o Ibovespa interrompeu uma sequência de ganhos, apresentando uma leve queda de 0,06%. O aumento nos preços do petróleo,…

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Dólar sobe para R$ 5,11, e bolsa fica estável, apesar de tensão global

Em um dia marcado por incertezas globais, o dólar encerrou a sexta-feira com uma leve alta, cotado a R$ 5,11, enquanto o Ibovespa interrompeu uma sequência de ganhos, apresentando uma leve queda de 0,06%. O aumento nos preços do petróleo, que subiu quase 5%, trouxe um pouco de alívio, mas não foi suficiente para evitar a desvalorização do principal índice da bolsa brasileira.

Tensões no Oriente Médio e seu impacto no mercado

A escalada do conflito no Oriente Médio, especialmente entre Estados Unidos e Irã, elevou a aversão ao risco entre investidores, resultando em uma busca por ativos mais seguros, como o dólar. Durante o dia, a moeda americana chegou a ser cotada a R$ 5,133, mas perdeu força ao longo da tarde, fechando com um acréscimo de 0,24%. Na semana, a variação foi quase nula, com uma leve queda de 1% em julho, mas acumulando uma desvalorização de 6,88% em 2026.

Desempenho do mercado de ações

O Ibovespa, que é o principal indicador da B3, terminou a sexta-feira em 173.714,08 pontos, registrando sua primeira perda semanal em um mês. Embora tenha operado em alta em alguns momentos do pregão, a pressão dos juros futuros e a queda nas ações do setor de consumo contribuíram para a desvalorização. O desempenho positivo da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, ajudou a limitar as perdas, mas os papéis de bancos e setores como varejo, construção civil e educação sofreram quedas significativas.

Contexto econômico brasileiro

Os investidores também estavam atentos à desaceleração da atividade econômica, conforme indicado pelo IBC-Br de maio, e às consequências do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Apesar de um cenário externo desafiador, o real teve um desempenho relativamente melhor do que outras moedas emergentes, beneficiado pelo aumento dos preços do petróleo, que melhora as condições de troca do Brasil, um grande exportador da commodity.

Valorização do petróleo e suas implicações

Os contratos internacionais de petróleo dispararam devido à intensificação dos conflitos no Oriente Médio e à preocupação com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. O barril de petróleo Brent, referência para a Petrobras, subiu 4,59%, fechando a US$ 88,10, enquanto o WTI avançou 4,48%, para US$ 82,49. Ambas as referências acumulam uma valorização próxima de 16% na semana, refletindo os temores de novos choques de oferta, que podem impactar a inflação global e as políticas monetárias das principais economias.

O cenário atual destaca a interconexão entre eventos geopolíticos e suas repercussões nos mercados financeiros, evidenciando a necessidade de vigilância constante por parte dos investidores em meio a incertezas globais.

Fonte: Economia

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