Gianni Infantino, presidente da FIFA, se encontra em meio à turbulência mais séria desde que assumiu o comando do futebol mundial. Enfrentando revoltas internas e ameaças de boicote, ele convocou uma reunião de emergência em Rabat, Marrocos, na tentativa de amenizar a crise política que está colocando sua liderança em risco.
Reunião de emergência em Marrocos
Na busca por apoio, Infantino tomou a iniciativa de reunir aliados em um encontro decisivo. A reunião ocorre em um contexto de crescente oposição global e perda de apoio entre seus aliados. Sem uma agenda oficial divulgada, o principal objetivo do encontro é avaliar o nível de suporte remanescente e lidar com a rejeição de figuras influentes dentro da própria FIFA.
O projeto bilionário que desencadeou a crise
A controvérsia teve início com a proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma empresa destinada a gerenciar os torneios mais importantes, como a Copa do Mundo e o novo Mundial de Clubes. O plano incluía a venda de participações minoritárias a investidores privados, visando arrecadar até US$ 4,2 bilhões (aproximadamente R$ 21,5 bilhões), mantendo o controle da FIFA sobre a operação. No entanto, a falta de consulta com as confederações resultou em uma reação negativa e intensa.
Reação da UEFA e ameaças de boicote
A UEFA, responsável pelo futebol europeu, foi a principal entidade a se opor ao projeto, alertando que suas 55 federações poderiam boicotar futuras competições da FIFA. Essa resistência se espalhou para a Concacaf e a Confederação Asiática (AFC), intensificando a pressão sobre Infantino. Embora a proposta tenha sido abandonada, os danos políticos já estavam irreversíveis.
Quem ainda apoia Gianni Infantino?
Apesar da adversidade, Infantino não está completamente sem apoio. O Marrocos, que sediará parte da Copa do Mundo de 2030, permanece como um aliado crucial. Recentemente, o presidente da FIFA participou de celebrações do Dia do Trono no país, reforçando os laços diplomáticos em um momento de instabilidade. Além disso, a Conmebol, entidade sul-americana, ainda não se manifestou publicamente contra Infantino, o que pode ser um indicativo de apoio no futuro.
Perigo iminente de perder a presidência
Mesmo após o recuo no projeto polêmico, a pressão sobre Infantino continua a crescer. A UEFA já defendeu publicamente a necessidade de uma mudança na presidência da FIFA, e os dirigentes estão avaliando os próximos passos diante do desgaste causado pela proposta. Existe a possibilidade de que o Conselho da FIFA convoque uma reunião extraordinária para discutir a continuidade de Infantino no cargo, o que requer o pedido de pelo menos 19 dos 37 membros do órgão. Este é o cenário que o presidente busca desesperadamente evitar.







