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Frete de grãos no Brasil permanece alto, apesar de quedas em rotas

Exportações de soja aumentaram 7%, enquanto milho enfrenta queda nas vendas, aponta a Conab.

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Frete de grãos segue elevado no país mesmo com queda em parte das rotas

O custo do transporte de grãos no Brasil continua elevado, mesmo com a redução de tarifas em algumas rotas principais durante o mês de agosto. A variação nos preços é influenciada por fatores como a colheita, a demanda por caminhões e o destino das exportações, conforme o último Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Desempenho das exportações
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o Brasil exportou 92,7 milhões de toneladas de soja, um crescimento de 7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, os embarques de milho totalizaram 14,5 milhões de toneladas, o que representa uma queda de cerca de 8% em relação ao ano anterior.

Variações regionais
As tarifas de frete estão em alta em alguns estados, como Goiás, onde aumentos significativos foram observados na rota entre Catalão e Araguari, com uma elevação de 22,9% em agosto. Na Bahia, a maioria dos trajetos monitorados apresentou aumento, já o Maranhão viu uma diminuição no volume de cargas após um escoamento mais concentrado de soja no primeiro semestre. Em São Paulo, os preços se mantiveram estáveis, enquanto Minas Gerais registrou uma demanda crescente devido ao avanço da colheita de café.

Situação no Mato Grosso
Em Mato Grosso, os preços de frete diminuíram em algumas rotas, mas permaneceram estáveis em geral. Um dos fatores que contribuíram para essa estabilidade é a valorização do milho, que ultrapassou 20% desde a colheita. A região colheu mais de 57 milhões de toneladas desse cereal, um recorde que precisa ser escoado antes da próxima safra de soja. Além disso, as usinas de etanol devem consumir mais de 16 milhões de toneladas de milho nesta temporada.

Movimentação em Mato Grosso do Sul
No Mato Grosso do Sul, a situação foi de acomodação dos preços, com uma mistura de quedas e estabilidade nos corredores analisados. Mesmo com a colheita avançada do milho segunda safra, não houve pressão significativa sobre os custos de transporte. Até o final de agosto, 87% da área destinada ao milho já havia sido colhida. Embora tenham sido observadas filas em silos e unidades armazenadoras, o impacto nos fretes foi pontual.

Exportações e principais rotas
No âmbito das exportações, o Arco Norte se destacou, respondendo por 48,98% das vendas brasileiras de milho de janeiro a agosto, enquanto Santos ficou com 27,08%. No caso da soja, o Arco Norte também liderou, com 38,85% do total exportado, seguido por Santos com 34,42%. O Porto de Santos ainda concentrou 44,02% das exportações de farelo de soja, totalizando 17,3 milhões de toneladas no mesmo período.

Em resumo, o cenário do frete de grãos no Brasil é complexo, com diferenças regionais marcadas e um panorama de alta demanda, especialmente para milho. As tendências de mercado e as variações de preços continuarão a influenciar o setor nos próximos meses.

Fonte: Agro

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