O desaparecimento do professor Breno Antônio Humberto de Morais, de 25 anos, encerrou de forma trágica após o seu corpo ser encontrado em um córrego em Várzea Grande, MT, 12 dias após ele ter sido visto pela última vez. A Polícia Civil descobriu que ele foi vítima de uma emboscada, conforme revelado pelo delegado Bruno Abreu.
Investigações e evidências
As investigações apontam que Breno foi abordado por um motociclista, com quem aparentava ter uma relação de confiança. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele cumprimenta o homem e sobe na garupa da moto, o que sugere que não havia desconfiança de sua parte. “Foi uma emboscada para ele, tá? Dificilmente o Breno ia subir numa moto se não fosse alguém muito conhecido”, explicou o delegado.
Suspeito preso
Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, foi detido e supostamente confessou o crime. Ele é pai de uma criança que frequentava a creche onde Breno dava aulas. De acordo com a polícia, Elias indicou o local onde o corpo foi encontrado e reside nas proximidades. Sua defesa, por meio do advogado Ronaldo Meirelles, alega que ele é inocente e que sua prisão foi inesperada.
Vida e legado do professor
A investigação também trouxe à tona a imagem de Breno como uma pessoa querida e dedicada ao trabalho. O delegado Abreu destacou que não foram encontradas evidências de conflitos que pudessem ter motivado o crime. “A gente viu que era uma pessoa muito querida”, afirmou.
O irmão gêmeo de Breno, Bruno Humberto, expressou a dor da perda e ressaltou a dedicação do irmão aos alunos e à família. “O Breno é uma pessoa muito querida, uma pessoa que ajuda todo mundo”, declarou.
Circunstâncias do desaparecimento
O desaparecimento de Breno foi notado pela família quando Bruno recebeu mensagens suspeitas do celular do irmão. A família pediu uma foto para confirmar que estava tudo bem, mas a imagem recebida levantou mais dúvidas. Além disso, a câmera de segurança gravou o momento em que ele pegou carona em uma moto na noite de sábado, 26, data em que desapareceu. A vestimenta de Breno na foto também era diferente da que ele usava ao sair de casa.
Desfecho trágico
A ausência de contato com a família, algo incomum para Breno, aumentou as preocupações. Segundo seu irmão, a pessoa que se passou por ele manteve comunicação até a meia-noite, quando desligou o rastreador do celular. Agora, a polícia investiga minuciosamente os detalhes do caso para esclarecer todas as circunstâncias que levaram à morte do professor.
Fonte: G1 Mato Grosso







