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Flávio abre sigilos bancários e telefônicos e cobra Lula a revelar gastos

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Flávio abre sigilos bancários e telefônicos e cobra Lula a revelar gastos

Os candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enviaram ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nesta sexta-feira (23), as autorizações para divulgar seus dados bancários e telefônicos. O procedimento das campanhas acontece um dia após o presidente entregar ao Tribunal documentos que autorizam a liberação das informações bancárias e fiscais do presidente.

O vice-presidente do TSE, o ministro André Mendonça, decidiu que os próprios candidatos têm autonomia para tornar os dados públicos, sem necessidade de autorização prévia da Justiça Eleitoral. Segundo o ministro, os sigilos bancário, fiscal e telefônico existem para proteger o titular, que pode abrir mão dessa garantia.

Flávio cobra Lula

Na petição enviada ao TSE, o senador cobrou que o presidente revele os gastos do cartão corporativo da Presidência e os registros de visitas ao gabinete presidencial.

“Para, então, sair desse movimento circular e sem qualquer proveito, é preciso começar de algum lugar. Que se comece, então, pelo que é público. Por aquilo que é público por natureza, que jamais deveria estar escondido do olhar público e que não passa pela garantia fundamental do sigilo individual”, diz o documento.

“Os gastos do cartão corporativo da Presidência da República são pagos com dinheiro do contribuinte, e auditoria do Tribunal de Contas da União apontou que 99,55% deles foram classificados como sigilosos ou reservados entre janeiro de 2023 e abril de 2025”, completa.

Na última quarta-feira (21), o candidato já havia respondido ao pedido feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a quebra de sigilos financeiros e telefônicos, colocando condições para divulgar as informações.

Posição da campanha de Lula

A campanha de Lula realizou a entrega dos documentos e também protocolou um requerimento, solicitando que o TSE atue como intermediário do caso.

Na manhã de quinta-feira (22), representantes das equipes dos dois candidatos à Presidência estiveram no TSE para discutir o assunto.

Após a reunião, o senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula, leu o texto do acordo assinado pelos candidatos. No documento, os dois afirmaram ter aceitado integralmente os termos do desafio proposto e haviam autorizado a abertura simultânea dos dados, com divulgação em um site de acesso público.

Fonte: Primeira Hora (Rondonópolis)

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