A Prefeitura de Cuiabá vai bloquear totalmente a circulação de veículos na Avenida Antônio Bernardes de Oliveira Neto a partir desta quarta-feira (4). O trecho, que conecta a Avenida Miguel Sutil ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), passará por intervenções emergenciais na rede de escoamento de água e deve permanecer fechado por cerca de 15 dias para garantir a segurança dos trabalhos.
Rotas alternativas para motoristas e ambulâncias
Desvios no trânsito e impactos na região hospitalar
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semob-SGP) assumiu a responsabilidade de orientar os motoristas e estabelecer caminhos alternativos. A recomendação principal para quem precisa trafegar pelo setor é utilizar vias como a Avenida Antártica e a região do Ribeirão do Lipa, minimizando os transtornos no fluxo diário que atende pacientes e equipes médicas.
O anúncio oficial da interdição ocorreu nesta terça-feira (3), conduzido pelo secretário adjunto de Obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SMINFRA), Ivan Rastelli, ao lado do engenheiro civil Marco Farias. A decisão veio após o surgimento de uma cratera na pista durante o fim de semana, motivada por temporais recentes e pelo desgaste do sistema antigo de drenagem instalado na área.
Problemas ocultos sob o asfalto
Complexidade técnica exige uso de maquinário pesado
Embora o estrago aparente na superfície pareça restrito, os técnicos alertam que a situação subterrânea é mais grave. O engenheiro civil responsável detalhou a dimensão real do problema técnico enfrentado pelas equipes de engenharia.
“Aparentemente, o buraco parece pequeno. No entanto, ao olhar mais clinicamente, vê-se que a profundidade é bastante grande, em torno de quatro metros”, afirmou o engenheiro.
Para solucionar o problema estrutural, a SMINFRA empregará uma escavadeira hidráulica, exigindo a abertura total do pavimento para o acesso direto à tubulação danificada. A paralisação do tráfego é uma exigência operacional para viabilizar a movimentação do maquinário pesado e proteger a integridade física da população.
Substituição da rede subterrânea
Prazo de duas semanas para conclusão dos trabalhos
A estimativa de 15 dias de interdição baseia-se na possibilidade de pane generalizada na infraestrutura subterrânea, o que exigirá a troca de diversas peças de concreto da rede de escoamento pluvial.
“Como pode haver a necessidade de trocar várias manilhas, a previsão é de que a via permaneça interditada por cerca de duas semanas”, explicou Farias.
Por se tratar de uma rota estratégica para o atendimento médico e o tráfego de ambulâncias rumo ao HMC, a prefeitura reforçou que a prioridade é concluir os consertos com segurança, definindo a extensão exata dos danos apenas após a escavação completa da via pública.







