Camilo Santana, o líder do PT no Senado, decidiu não seguir adiante com a emenda que sugeria a redução da maioridade penal na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, cuja votação está marcada para hoje. A proposta previa a diminuição da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.
Divisão interna no PT
A proposta de emenda tinha como objetivo atrair eleitores que apoiam essa mudança, especialmente em um contexto onde a segurança pública é considerada uma prioridade nas pesquisas eleitorais para 2026. Contudo, a medida acaba evidenciando a divisão dentro do PT, partido que tradicionalmente se opõe à redução da maioridade penal.
Falta de apoio
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PE), afirmou que não houve apoio suficiente para justificar a apresentação da emenda. “O tema deve ser discutido em outro momento, com calma, sem contaminar a PEC da Segurança Pública”, destacou.
Contexto da votação da PEC
Houve uma tentativa de adiar a votação da PEC para a próxima semana, mas assessores de Lula solicitaram que a apreciação ocorresse hoje. O presidente pretende criar o Ministério da Segurança Pública na semana que vem, em preparação para o segundo turno das eleições.
A decisão de não avançar com a emenda reflete não apenas a divisão interna do PT, mas também a estratégia política em um momento crucial para o governo e suas propostas relacionadas à segurança.
Fonte: Primeira Hora (Rondonópolis)







