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Criador de personagem de IA revela objetivo de vendas e teme repercussão

Após caso de viagem de 2 mil km, administrador fala sobre suas intenções e medo com a situação.

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Criador de personagem de IA que levou homem a viajar 2 mil km diz que intuito era gerar vendas e relata medo após repercussão

Um caso inusitado ganhou destaque ao relatar que um homem viajou mais de 2 mil quilômetros do Maranhão a Belo Horizonte em busca de uma “pretendente virtual”. O criador da personagem gerada por inteligência artificial, que não se identificou, explicou que o único objetivo do perfil era gerar vendas de produtos.

H2: Objetivo de vendas por trás da criação da personagem
Em entrevista, o responsável pela conta revelou que criou a personagem em 2025 para atrair consumidores para itens que promovia na plataforma TikTok, buscando uma fonte de renda extra. “Nunca conversei com esse rapaz. […] O perfil foi criado por mim com o intuito de fazer vendas no TikTok Shop, no Mercado Livre, no todo, como afiliado”, declarou.

Ainda segundo o criador, ele não teve nenhum contato com Edimar Rocha Martins, o homem que viajou em busca de “Jessica Oliveira”, como era chamada a personagem. A conta da fictícia, que reunia mais de 300 mil seguidores, foi desativada recentemente.

H2: A repercussão e os sentimentos de medo
O administrador expressou receio após a ampla repercussão do caso. Ele mencionou que os vídeos, que continham convites, tinham o propósito de “chamar atenção”, e que nunca foram feitos para causar transtornos. “Esses vídeos nunca foram feitos para causar esse tipo de transtorno na vida de ninguém. Os vídeos foram um gancho para chamar atenção, [para que] depois que eu conseguisse um público, começasse a postar vídeos sobre vendas”, afirmou.

H2: Aspectos legais e possíveis implicações
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) esclareceu que o uso de inteligência artificial para criar perfis fictícios em si não é considerado crime. Entretanto, se esses recursos forem utilizados para enganar pessoas ou obter vantagens ilícitas, os responsáveis podem enfrentar consequências legais. A PCMG também ressaltou que, no contexto de relacionamentos virtuais, práticas como estelionato e fraude eletrônica podem ser configuradas, dependendo das circunstâncias.

Até o momento, não há registros de ocorrência relacionados ao caso de Edimar, o que impossibilita uma conclusão sobre a ocorrência de crime. “Dessa forma, não é possível afirmar, neste momento, que tenha ocorrido crime, tampouco apontar eventuais responsáveis”, destacou a polícia.

H2: Dicas para se proteger de golpes virtuais
Diante de situações como essa, a Polícia Civil de Minas Gerais recomenda cautela. Entre as dicas, estão desconfiar de perfis que não aceitam encontros presenciais, evitar transferências financeiras para pessoas apenas conhecidas pela internet e verificar a autenticidade de fotos e perfis através de pesquisas reversas. Além disso, devem ser evitados compartilhamentos de informações pessoais com desconhecidos e é aconselhável confirmar a identidade antes de assumir compromissos financeiros por meio de relacionamentos virtuais.

Se houver suspeita de golpe, é fundamental guardar todas as evidências digitais e registrar uma ocorrência policial para investigar a situação.

Fonte: Primeira Hora (Rondonópolis)

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