A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) emitiu um alerta para a população sobre o crescimento do risco de acidentes envolvendo animais peçonhentos, como escorpiões, serpentes, aranhas e abelhas, durante o período de chuvas e calor. Entre janeiro e agosto de 2026, foram registrados 2.519 incidentes, com 46% das ocorrências relacionadas a escorpiões e seis mortes devido a ataques de abelhas.
A influência das condições climáticas no comportamento dos animais
As mudanças climáticas características dessa época do ano, que incluem calor intenso, chuvas torrenciais e enchentes, têm um impacto significativo no comportamento de diversos animais. Com a destruição de seus habitats naturais por fenômenos como alagamentos e queimadas, muitos deles buscam abrigo em áreas urbanas, como quintais e depósitos. Essa migração aumenta a probabilidade de encontros com seres humanos.
Medidas preventivas para evitar acidentes
Para minimizar o risco de picadas e ataques em residências e locais de trabalho, as autoridades de saúde sugerem algumas práticas simples de prevenção:
- Manter a limpeza: É fundamental manter quintais e terrenos limpos, evitando acúmulos de entulhos, folhas secas e outros materiais que possam servir de abrigo para os animais.
- Vedação de acessos: Instalar telas em ralos e ventilações, além de vedar portas e frestas, pode ajudar a impedir a entrada de peçonhentos.
- Verificar vestimentas: É importante sacudir calçados, toalhas e roupas antes de utilizá-los, já que esses locais podem ser esconderijos de escorpiões e aranhas.
- Uso de EPIs em faxinas: Ao limpar jardins ou mexer em materiais acumulados, recomenda-se o uso de luvas grossas e calçados fechados para proteção.
Ação imediata em caso de acidentes
Se ocorrer uma picada ou ataque, a SES-MT orienta que a vítima busque imediatamente uma unidade de saúde. O atendimento rápido é crucial, especialmente em crianças e idosos. Caso seja seguro, é aconselhável fotografar o animal sem tocá-lo, para facilitar a identificação e o tratamento adequado.
Além disso, a Secretaria destaca cuidados importantes a não serem tomados após uma picada: não realizar torniquetes, não tentar sugar o veneno e não usar remedinhos caseiros como álcool ou querosene.
Remoção de colônias de abelhas
Quando se trata de colônias de abelhas em áreas residenciais ou públicas, a remoção deve ser feita apenas por profissionais treinados, preferencialmente à noite, quando os insetos estão menos ativos.
Tendo em vista o aumento no número de acidentes, a SES-MT ressalta a importância da conscientização e da prevenção, para garantir a segurança da população durante os meses mais quentes e chuvosos.
Fonte: Cenário MT







