Três conselheiros do TCE-MT são afastados em operação da PF que apura corrupção e desvios; veja quem são eles
Guilherme Maluf, Alisson Alencar e o conselheiro aposentado Valter Albano foram afastados no âmbito da Operação Tomada de Contas, que investiga suspeitas de desvios de recursos públicos no TCE-MT
Os conselheiros efetivos Guilherme Antonio Maluf, Alisson Carvalho de Alencar e o aposentado Valter Albano da Silva, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), foram afastados no âmbito da Operação Tomada de Contas, da Polícia Federal, nesta quinta-feira (29).
Segundo as informações divulgadas pela GloboNews, Maluf e Alencar foram alvos de mandados de busca e apreensão e afastados das funções. Já Walter Albano, embora aposentado, também foi afastado por ainda integrar a Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal do Tribunal de Contas mato-grossense.
A operação investiga suspeitas de irregularidades na gestão de contratos administrativos, pagamentos a servidores e movimentações financeiras consideradas atípicas. As apurações são conduzidas pela Polícia Federal, com medidas autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O Primeira Página tenta contato com os conselheiros citados.
Investigação apura esquema em contratos públicos
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de utilizar a suspensão de pagamentos de contratos legítimos como forma de pressionar fornecedores e direcionar recursos para empresas de publicidade, possibilitando o desvio de dinheiro público.
A investigação também identificou movimentações financeiras suspeitas, saques recorrentes em dinheiro e possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências do tribunal.
Conforme informações divulgadas pelo Primeira Página, seis pessoas foram presas durante a operação, entre elas o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, além de servidores e integrantes da estrutura administrativa do órgão. A ação também cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
As medidas autorizadas pelo STJ incluem afastamento de sigilos e sequestro de bens. Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação está em andamento, e as suspeitas ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes.
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Fonte: Brasil MT







