O conselheiro Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), foi detido e transferido para as dependências do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), em Cuiabá, na tarde desta quinta-feira. O mandado de prisão foi expedido pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal.
Esquema operava com saques e dinheiro em espécie
De acordo com os relatórios da corporação, Sérgio Ricardo comandava uma estrutura composta por operadores financeiros destinada a converter verbas públicas em dinheiro vivo. A suspeita é de que o mecanismo era empregado para viabilizar o recebimento de vantagens indevidas.
Ao longo da investigação, foram detectadas transações consideradas atípicas que alcançam o montante de R$ 75,8 milhões. Dentro desse volume global, cerca de R$ 15,6 milhões foram sacados diretamente em espécie e vinculados ao presidente da corte de contas.
Repasses continuaram após portaria de suspensão
As apurações apontam ainda que, em 2024, Sérgio Ricardo assinou atos administrativos que ordenavam a paralisação de contratos em vigor no tribunal por 90 dias, travando quitações e despesas contratuais. Apesar da restrição oficial, a fiscalização identificou que os pagamentos continuaram sendo efetuados.
A PF contabilizou a execução de 1.624 pagamentos destinados a 94 empresas ao longo de 2024. O levantamento detalha que 55 dessas organizações receberam verbas tanto antes quanto depois da edição da portaria, enquanto 21 fornecedores deixaram de ser pagos após a publicação do ato.
Até o momento, a equipe jurídica encarregada da defesa do presidente do TCE não apresentou manifestação pública sobre as acusações e a medida cautelar.
Fonte: Só Notícias (Sinop)







