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Assédio eleitoral: MTE registra 4,3 mil denúncias no Brasil

Levantamento preliminar aponta que a região Sudeste concentra quase metade de todos os casos de pressões políticas no ambiente de trabalho.

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Mais de 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral são registradas pelo MTE; Sudeste do Brasil concentra quase 50%

O Brasil acumulou aproximadamente 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho durante o período de votações de 2026, de acordo com um balanço preliminar divulgado pela plataforma do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Quase metade dessas ocorrências está concentrada na região Sudeste, com maior incidência de relatos em capitais e grandes centros urbanos.

Distribuição regional das denúncias Ao todo, a base de dados reúne cerca de 4.305 registros de possíveis pressões, ameaças e discriminação motivadas pelas escolhas políticas dos funcionários. Desse total, o Sudeste responde por aproximadamente 2.030 denúncias, o que representa 47% do cenário nacional.

Em seguida, o ranking é composto pelo Sul, com cerca de 810 registros (19%), e pelo Nordeste, que contabiliza 760 (18%). O Centro-Oeste soma aproximadamente 460 denúncias (11%), enquanto a região Norte reúne cerca de 245 casos (6%). Entre os municípios com mais notificações destacam-se São Paulo (370) e Rio de Janeiro (165), além de Fortaleza e Belo Horizonte, com cerca de 75 relatos cada, e Campinas e Curitiba, com aproximadamente 70 ocorrências cada. Os dados ainda passam por etapas de conferência e padronização.

Crescimento após o segundo turno As notificações não se limitaram aos dias que antecederam a votação. Logo após o segundo turno, ocorrido no domingo (25), o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou o recebimento de 1.459 novas denúncias em um intervalo de apenas três dias, evidenciando uma alta superior a 75% em relação ao volume acumulado até a manhã de segunda-feira (26).

Esses novos registros englobam ameaças de demissão, exigência de apoio a candidatos, perseguições decorrentes de postagens em redes sociais e potenciais dispensas arbitrárias. Vale destacar que os números do MTE e do MPT não devem ser somados, visto que uma mesma ocorrência pode ter sido reportada a ambas as instituições por meio de seus canais próprios de atendimento.

Ações governamentais de combate Diante do cenário, o governo federal estruturou uma força-tarefa envolvendo o MTE, o MPT, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral e o Ministério da Justiça. As diretrizes incluem o fortalecimento das fiscalizações, a responsabilização de empregadores infratores e o combate a publicações virtuais incentivadoras de perseguição política.

Como identificar e relatar abusos O assédio eleitoral caracteriza-se por qualquer forma de pressão, ameaça, constrangimento ou discriminação direcionada ao trabalhador em virtude de suas convicções políticas. Práticas comuns passíveis de punição englobam ameaças de perda de emprego, imposição de participação em atos políticos e punições por manifestações virtuais. O MTE orienta que vítimas ou testemunhas reúnam provas como datas, locais, nomes dos empregadores, mensagens, áudios e imagens para subsidiar as investigações nos canais oficiais disponíveis.

Fonte: Brasil MT

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