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Lula, pesquisas e ataque dos cães (de lá e de cá)

Quando os “analistas” registram que Lula perdeu pontos importantes junto ao eleitorado mais pobre, o tom de alguns é quase se caçoada, como a dizer: “Veja aí. Nem mais os seus o querem”. Está lá no Salmo:
“(…)
Eu não sou mais um ser humano;
sou um verme.
Todos zombam de mim e me desprezam.
Todos os que me veem caçoam de mim,
mostrando a língua
e balançando a cabeça.
Eles dizem:
“Você confiou em Deus, o Senhor;
então por que ele não o salva?
Se ele gosta de você,
por que não o ajuda?
(…)”

No começo de dezembro, a Quaest publicou uma pesquisa indicando que Lula venceria todos os seus possíveis adversários de direita; se não ele, Fernando Haddad. Dois meses depois, como se nota, a “túnica” do presidente está sendo sorteada. A turma “duzmercáduz” — que queria Bolsonaro e topa subir o morro ou rolar na lama com Pablo Marçal, Gusttavo Lima e exotismos vários — jura que assim é por causa de sua indisciplina fiscal, que teria gerado inflação. Sabem que a tese é ideológica e indemonstrável, mas e daí?

Nas análises, há uma espécie de competição para saber quem consegue transformar com mais destreza o ódio em simulacro de análise. Na raiz de boa parte das sentenças, está a tese de que o Brasil precisa superar Lula e Bolsonaro, como se fossem males equivalentes, mas de sinal trocado. Já apontei aqui várias vezes que esse procedimento corresponde a normalizar um golpista e a criminalizar um democrata. É asqueroso!

Esse massacre se dá no momento em que aquele que se comporta como o presidente “de facto” dos EUA, Elon Musk, convoca manifestações em favor do impeachment do presidente, em óbvia parceria com correntes do bolsonarismo. E, por aqui, segue o ataque dos cães, sem nem mesmo um muxoxo de desagrado contra o chefe de Donald Trump.

“Ah, o que você quer, Reinaldo? Que se diga que os números são bons para Lula?” Não são bons. Mas daí a se fazer uma competição para ver quem faz o réquiem mais agressivo e covarde, bem, vai uma diferença.

Davi:
(…)
Como touros, muitos inimigos
me cercam;
todos eles estão em volta de mim,
como fortes touros da terra de Basã.
Como leões, abrem a boca,
rugem e se atiram contra mim.
(…)
Um bando de marginais
está me cercando;
eles avançam contra mim
como cachorros
e rasgam as minhas mãos
e os meus pés.
Todos os meus ossos
podem ser contados.
Os meus inimigos me olham
e gostam do que veem.
Eles repartem entre si
as minhas roupas
e fazem sorteio da minha túnica.”



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