Na tarde de sexta-feira (2), um trágico acidente em Cuiabá resultou na morte de um idoso de 86 anos, identificado como Valdemir de Souza. O responsável pelo atropelamento, Eduardo Henrique de Carvalho, um estudante de medicina, relatou à polícia que a colisão ocorreu devido a uma distração ao olhar o painel do veículo, após passar por um quebra-molas.
Dinâmica do Acidente
Durante seu depoimento na Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Eduardo explicou que não conseguiu ver o idoso atravessando a rua por causa de um ponto cego em seu carro. “Eu passei pelo quebra-molas, dei uma ‘aceleradinha’, me distrai sem querer olhando para o painel do carro e aconteceu o incidente que aconteceu”, declarou. Após o impacto, ele desceu do veículo para prestar socorro e acionou os serviços de emergência.
Ponto Cego e Velocidade
Eduardo afirmou que dirigia a uma velocidade de 30 km/h no momento da colisão. Apesar de seu relato, o jovem foi preso em flagrante sob a acusação de homicídio culposo qualificado por embriaguez, além de lesão corporal culposa e conduzir veículo automotor com capacidade alterada. O teste do bafômetro indicou uma taxa de 0,51 mg/L, o que caracteriza embriaguez ao volante.
Consequências do Acidente
Valdemir, que usava uma bengala, foi atingido enquanto tentava cruzar a Avenida Beira Rio. Imagens de câmeras de segurança mostram que um motociclista havia parado para permitir a passagem do idoso, mas o carro de Eduardo colidiu com ambos. Apesar do impacto, o motociclista conseguiu se levantar, enquanto Valdemir ficou prostrado no chão. Infelizmente, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local, mas o idoso não resistiu e faleceu antes de chegar ao hospital.
Atitudes Após o Acidente
Eduardo, que estava acompanhado de dois advogados durante seu depoimento, relatou que após o atropelamento, verificou a pulsação de Valdemir e chamou a emergência. “A primeira coisa que eu fiz foi ver a pulsação e ligar pelo meu telefone para o 190, ligar para o Samu”, disse ele. Além disso, o estudante afirmou ter pedido desculpas ao motociclista envolvido no acidente, que não sofreu ferimentos graves.
Encaminhamentos Legais
Após o acidente, Eduardo foi solto no mesmo dia ao pagar uma fiança de R$ 25 mil. As investigações sobre as circunstâncias do atropelamento continuam, e a defesa do estudante foi contatada para comentar sobre o caso, mas ainda não se manifestou.
Este incidente trágico levanta questões sobre a segurança no trânsito e a responsabilidade dos motoristas, especialmente em situações de embriaguez e distrações ao volante.
Fonte: Brasil MT







