Antes de se tornar uma figura polêmica na política, Roberto Alvim teve uma breve passagem pela teledramaturgia. Ele interpretou Timóteo jovem em Tieta (1989), papel que mais tarde ficou a cargo de Paulo Betti.
Nos anos 2000, o artista lecionou na Casa das Artes de Laranjeiras e dirigiu diversas peças. No entanto, sua trajetória tomou um rumo controverso após sua conversão religiosa, quando passou a se identificar com a extrema direita e se aproximou de Jair Bolsonaro.
Em 2019, Roberto foi convidado para comandar a Funarte e, meses depois, nomeado secretário especial da Cultura. Sua passagem pelo governo durou pouco: em janeiro de 2020, foi exonerado após um vídeo institucional em que parafraseava Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista.
O discurso, que exaltava uma arte “heroica e nacional”, gerou forte repúdio. Além disso, a gravação usava como trilha sonora a ópera Lohengrin, de Richard Wagner, compositor idolatrado por Adolf Hitler.
Ator de Tieta, Roberto Alvim revela vício em drogas
Em 201, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Alvim também admitiu ter vivido uma fase de abuso de drogas e episódios de violência contra a esposa.
“Cheguei a ter uma overdose, o meu coração parou. Cinco dias depois, estava usando tudo de novo. Pensei muito em suicídio (…) Minha mulher foi vítima permanente de traições e de loucuras, de agressões que eu fazia”, admitiu ele na ocasião.
“Quando você chega em casa depois de três dias, vindo sabe Deus de onde, da esbórnia, e a sua mulher pergunta ‘onde você estava’, você mete a mão na cara dela, se for o caso, você fala para ela calar a boca”, emendou.
Na conversa, Roberto relatou ainda que sua conversão religiosa ocorreu após um suposto milagre, no qual um tumor teria desaparecido após uma oração feita pela babá de seu filho. “Eu senti uma energia, levantei da cama e nunca mais senti dor nenhuma. O tumor praticamente desapareceu, e eu não tive mais nenhum sintoma“, detalhou.

Escrito por
Luiz Fábio Almeida
Luiz Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É editor-chefe e colunista do RD1, onde escreve sobre TV, Audiências da TV e Streaming. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser encontrado através do email [email protected]