Reprodução/Assessoria
Medeiros também criticou os senadores, que segundo ele têm atuado com covardia.
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Medeiros também criticou os senadores, que segundo ele têm atuado com covardia.
FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTERMT
O deputado federal José Medeiros (PL) classificou como “escárnio” e “partidária” a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro réu, por tentativa de golpe de Estado.
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O julgamento, que começou na terça-feira (25), foi finalizado nesta quarta-feira (26). Todos os ministros seguiram o voto do relator do processo, Alexandre de Moraes.
“A mais alta instância do nosso Judiciário está corroída pela falta de credibilidade.”
“Definitivamente precisamos de uma discussão muito séria nesse país, que envolva a sociedade, sobre o STF”, escreveu Medeiros nas redes sociais, nesta quarta-feira (26).
Ainda na publicação, o deputado alfineta o Senado, onde segundo ele a maior parte dos parlamentares é covarde por não defender o Estado Democrático de Direito.
“Ao que tudo indica, a covardia da maioria dos atuais membros do Senado não permitirá um levante pela defesa real do Estado Democrático de Direito e seguiremos vendo as peripécias de uma Suprema Corte visivelmente inclinada a um viés político, para não dizer partidário”, detonou.
“Um voto dado hoje para Bolsonaro se tornar réu partiu de um militante comunista, ex-governador do PCdoB, ex-ministro de Lula e um dos principais aliados políticos do líder petista. O outro veio do seu próprio advogado pessoal. Como dizer para o povo que existe alguma técnica nesse julgamento?”, indagou Medeiros.
Além de Moraes, participam da Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Os ministros também decidiram tornar mais sete aliados de Bolsonaro réus na mesma ação penal.
“A mais alta instância do nosso Judiciário está corroída pela falta de credibilidade. Alguém duvida? Façamos uma votação séria, já que eles gostam tanto de pesquisa e se mostrará evidente que a maioria da população não confia no modelo de escolha dos ministros e isso obviamente que implica em também não confiar em suas decisões”, destacou.
“Temos nesse processo um juiz que é vítima, colhe “provas”, chantageia delator, acusa e julga. Isso é um escárnio!”, finalizou.