A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Tangará da Serra, realizou na manhã desta quarta-feira (26) a Operação Neurodivergente, que investiga o suposto desvio de recursos públicos repassados à Associação de Diversidades Intelectuais (ADIN). A ofensiva é resultado de uma apuração iniciada há seis meses, após uma denúncia anônima protocolada no Ministério Público.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais prenderam em flagrante o presidente da entidade por posse ilegal de arma de fogo. Na casa dele, foram encontrados um revólver, munições, um notebook, uma CPU, um celular e documentos que podem reforçar as suspeitas.
A investigação apura possíveis crimes como corrupção ativa, peculato, falsificação de documentos e atuação em organização criminosa. Além do presidente, outras pessoas ligadas à ADIN também estão na mira da polícia.
Ao todo, os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão, além de determinarem o sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias dos envolvidos.
Segundo o delegado Gustavo Espindula, a associação recebeu aproximadamente R$ 2 milhões em repasses da Prefeitura de Tangará da Serra apenas nos primeiros três meses do ano, e parte desse valor pode ter sido desviada.
O presidente foi levado à delegacia sem algemas e relatou dificuldades de locomoção. A Polícia Civil segue com as diligências para esclarecer o destino do dinheiro público e identificar todos os responsáveis pelos possíveis crimes.
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