Parlamentares dos Estados Unidos enviaram carta ao Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, nessa quinta-feira (24), expressando preocupação com ações dos EUA para interferir nas eleições presidenciais de outubro.
A carta, enviada por um grupo de 31 parlamentares, aponta uma série de medidas adotadas pelo governo Trump, como: a imposição de sanções e tarifas comerciais associadas ao julgamento de um ex-presidente pelo STF; e a classificação de facções criminosas brasileiras como “terroristas”, logo após reunião de Trump na Casa Branca com o candidato à presidência Flávio Bolsonaro, em maio.
Segundo o documento, a medida abre brecha para sanções financeiras e ações unilaterais.
Os parlamentares também citam a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti, em Washington, como represália ao Brasil por ter negado a entrada de dois diplomatas norte-americanos que tinham como objetivo questionar o sistema eleitoral brasileiro.
O documento fala ainda da indicação de Darren Beattie, como assessor para assuntos relativos ao Brasil, descrito como um “conhecido extremista de direita e supremacista branco”, que tentou vir ao Brasil em março para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Também é questionada a aplicação de sanções contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Os congressistas norte-americanos pediram explicações sobre os critérios dessas decisões, e a confirmação de que os EUA respeitarão o resultado das eleições presidenciais no Brasil.
O grupo lembra a participação norte-americana no golpe militar de 1964, afirmando que os EUA têm o dever moral de apoiar instituições democráticas, e não enfraquecê-las.
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Fonte: Mundo







