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Amazonas registra 540 novos focos de incêndio em 48 horas

Ministros sobrevoam área para identificar focos e coordenar ações de combate.

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Amazonas tem 540 focos de incêndio nas últimas 48 horas

Nos últimos dois dias, o estado do Amazonas reportou um total de 540 focos de incêndio, um número que representa mais de 60% dos registros do mês de outubro de 2025, quando foram contabilizados 874 focos em 31 dias, de acordo com dados do painel Queimadas, gerido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Incêndios em alta No sábado, 10 de outubro, o Amazonas viu o maior número de novos focos de incêndio desde o início do mês, com 494 ocorrências. Em contrapartida, no mesmo dia do ano anterior, não houve registro de novos focos em todo o estado, segundo informações do Inpe.

Ações de combate No dia seguinte, os ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, sobrevoaram as áreas afetadas e notaram a presença de incêndios em regiões florestais de difícil acesso. O ministro Capobianco apontou que “não há fogo espontâneo no bioma amazônico”, sugerindo que os focos são resultado de ações humanas, possivelmente com a intenção de degradar a floresta para futuros desmatamentos.

Consequências e alertas A fumaça das queimadas resultou em um aumento na poluição do ar, levando a Defesa Civil de Manaus a emitir um alerta de risco à saúde no dia 9 de outubro. A situação se agravou ao ponto de 36 municípios do estado serem reconhecidos em estado de emergência.

Força-tarefa no combate Uma força-tarefa, composta por esforços de governos municipal, estadual e federal, está mobilizada no combate aos incêndios. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou para a região seis aeronaves, incluindo quatro aviões Air Tractor, que são utilizados para lançar água em áreas afetadas, além de dois helicópteros e 290 brigadistas. “São aeronaves muito específicas e apropriadas para o combate ao incêndio florestal. Cada aeronave dessas lança cerca de 3 mil litros de água”, afirmou Jair Schmitt, presidente do Ibama.

Reforço nas operações Adicionalmente, dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira foram enviados para auxiliar nas operações de combate a pedido da Defesa Civil. A Força Nacional do SUS também está presente nas cidades que decretaram emergência.

Coordenando a resposta Waldez Góes destacou a importância da coordenação entre os diferentes níveis de governo para enfrentar a situação. “Uma coisa é empregarmos, enquanto governos federal, estadual e municipal, todas as forças que pudermos para apagar o fogo. A outra é assistir às pessoas que estão precisando de ajuda humanitária e assistência médica por causa dos incêndios”, declarou.

Fonte: Primeira Hora (Rondonópolis)

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