–:–:–
Conecte-se conosco

Menino de 11 anos com queimaduras graves recebe pele de doadores

Yuri Augusto, internado há mais de dois meses, passa por tratamento inovador em Campo Grande.

23 visualizações
Menino com 60% do corpo queimado recebe pele de doadores em procedimento inédito em MS

Yuri Augusto, um menino de 11 anos, está em tratamento intensivo na Santa Casa de Campo Grande após sofrer queimaduras que afetaram 60% de seu corpo. O garoto, que permanece internado há mais de dois meses, foi submetido a duas cirurgias de aloenxerto, um procedimento inédito na instituição que utiliza pele de doadores para cobrir áreas gravemente queimadas.

Procedimento de Aloenxerto

A técnica de aloenxerto foi realizada para minimizar o risco de infecções e ajudar na recuperação do menino até que ele esteja pronto para receber enxertos de sua própria pele. A mãe de Yuri, Déborah Villarva Louveira, compartilhou que o filho relatou que um amigo ateou fogo nele. “Meu filho estava com focos de fogo, estava pegando fogo. Todo deformado. Não era aquele menino que eu deixei em casa para trabalhar. Totalmente diferente, inchado, sangrando, sem pele”, relembrou Déborah.

Colaboração de Equipes Médicas

O procedimento de enxerto de pele alógena foi considerado complexo e envolveu a colaboração de várias equipes médicas. A cirurgiã plástica Renata Ferro explicou que o aloenxerto é feito com pele tratada de doadores e é essencial para cobrir áreas que não cicatrizariam naturalmente, especialmente as de terceiro grau. “O aloenxerto são peles que vêm do banco de tecidos, são peles de doadores tratadas, para a gente fazer essa cobertura nas áreas que não vão cicatrizar sozinhas”, detalhou.

Futuro Tratamento com Pele Própria

À medida que o tratamento avança, a equipe médica planeja substituir gradualmente a pele doada pelos enxertos de pele do próprio Yuri. Essa nova fase será crucial para o fechamento definitivo das áreas afetadas. “A partir deste momento, se tudo se encaminhar bem, a gente vai começar a fazer o enxerto da própria pele do paciente para cobrir definitivamente as áreas que estão abertas”, afirmou Renata Ferro.

Esperança e Apoio

Apesar da gravidade da situação, Déborah expressou otimismo em relação à recuperação de seu filho. Ela destacou a qualidade do atendimento recebido na Santa Casa, que tem sido fundamental no processo de cura. “Eu fiquei muito feliz de saber que ele está progredindo. O meu filho é forte, está lutando pela vida dele e, aqui na Santa Casa, o cirurgião acolheu muito ele e a equipe do CTI também. Eles estão ajudando muito o meu menino”, contou.

A recuperação de Yuri será longa e desafiadora, mas sua mãe mantém a esperança de que ele supere essa fase difícil.

Fonte: Brasil MT

Mais em Brasil

Ver tudo →