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Bebê de 9 meses precisa de cirurgia cardíaca e enfrenta dificuldades em MS

Mãe busca atendimento fora do estado após suspensão de cirurgias pediátricas no SUS.

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Aos 9 meses, bebê tem tumor no coração e mãe luta por cirurgia após suspensão de atendimento em MS

Maria Cecília, uma menina de apenas nove meses, enfrenta um grave problema de saúde após ser diagnosticada com uma cardiopatia congênita e um tumor no coração. A cirurgia que ela necessita não está disponível atualmente no Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul.

Problemas de saúde e busca por tratamento

A família de Maria Cecília está em busca de uma vaga em outra unidade de saúde, pois a única instituição credenciada para realizar esse tipo de cirurgia, a Santa Casa de Campo Grande, suspendeu os atendimentos especializados. A bebê nasceu prematura, com apenas 34 semanas, e sua mãe, Raissa Vieira da Silva Santos, descobriu sua gravidez tardiamente, já no oitavo mês. Após o nascimento, Maria Cecília recebeu o diagnóstico de cardiopatia congênita, mas a situação se agravou recentemente.

Degeneração dos sintomas

Raissa, que é mãe solo, compartilha a angústia de ver os sintomas da filha piorarem. “Apareceu a cardiopatia, o buraquinho no coração. Desde então, era para operar com seis a sete meses, né? Então estava tudo normal, foi crescendo saudável. Só que ela começou a suar muito, esses tempos atrás, faz umas três semanas que ela suou muito, muito para mamar, mamava cansada, a boca dela começou a ficar roxa”, relata Raissa. Durante uma consulta simples, a mãe recebeu a notícia de que a condição de Maria Cecília era mais grave do que imaginava: “Quando eu descobri, eu falei, meu Deus, e agora? Porque ela já é pequena, o coração dela é pequeno e um tumor mais de cardiopatia, eu pensei, eu vou perder a minha filha.”

Suspensão das cirurgias cardíacas em MS

A situação de Maria Cecília se complica ainda mais, pois as cirurgias cardíacas pediátricas estão suspensas em Mato Grosso do Sul. A Santa Casa de Campo Grande, única unidade que realiza esses procedimentos pelo SUS, interrompeu os atendimentos devido a negociações de um novo contrato com o governo estadual e a Prefeitura de Campo Grande. Segundo Luiz Alberto Hiroki Kanamura, gestor da Santa Casa, a retomada dos procedimentos depende de um acordo que ainda está em discussão.

Busca por alternativas e dificuldades enfrentadas

Desesperada, Raissa recorreu à Defensoria Pública, que conseguiu uma liminar para garantir a cirurgia. No entanto, as únicas opções disponíveis até agora estão em hospitais localizados no Paraná e no interior de São Paulo. Raissa expressa sua preocupação: “Eu não consigo dormir direito, porque ela tem refluxo, muitas das vezes durante a noite ela se engasga, então já foi umas três vezes que eu tive que ligar para a ambulância vir.” A mãe enfrenta um dia a dia angustiante, sem saber para onde correr.

Posicionamento das autoridades

Em relação à suspensão das cirurgias, o Governo do Estado afirma estar em diálogo com a Prefeitura de Campo Grande para encontrar alternativas que garantam a continuidade dos procedimentos. A prefeitura também está empenhada em manter o serviço pelo SUS, evitando assim a desassistência dos pacientes. O Ministério da Saúde, por sua vez, ainda não se manifestou sobre as medidas que podem ser tomadas para assegurar a realização da cirurgia necessária em Mato Grosso do Sul.

A luta de Raissa e Maria Cecília evidencia a fragilidade do sistema de saúde em situações críticas e a necessidade urgente de soluções para garantir a assistência adequada a crianças com problemas de saúde graves.

Fonte: Brasil MT

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