Uma falha no fornecimento de energia elétrica deixou moradores do Assentamento Volta Redonda, localizado a cerca de 60 quilômetros de Nova Alvorada do Sul, em situação crítica, resultando na perda de aproximadamente 998 litros de leite, vital para a subsistência de muitas famílias.
H2: Problemas persistentes no fornecimento de energia A interrupção da energia teve início por volta das 22h de sábado (10) e se estendeu por quase dois dias. Após a retomada do fornecimento, uma nova queda ocorreu poucas horas depois. Os moradores, preocupados com a situação, buscaram identificar o problema e descobriram um fio rompido na rede elétrica, que foi reportado à concessionária responsável.
H3: Impactos na produção e na renda familiar De acordo com Janaína da Silva Morais, uma das produtoras afetadas, a situação tem gerado transtornos financeiros para as famílias da comunidade. “Somos pequenos produtores e estamos tendo muita perda por conta dessa energia. O dinheiro que eu perdi de leite era o dinheiro da conta de energia”, desabafa. O assentamento abriga mais de 150 famílias, muitas das quais dependem da produção de leite para sua sobrevivência. Além do leite, alimentos perecíveis e carnes também foram perdidos devido à falta de refrigeração.
H2: Sensação de abandono e falta de suporte Os moradores relatam dificuldades em obter atendimento eficaz da concessionária. Várias ocorrências foram abertas sem que o problema fosse resolvido. “A gente abre ocorrência, abre 10, 20 ocorrências e ninguém vem fazer o serviço”, reclama Janaína. Muitos moradores se veem obrigados a buscar soluções alternativas, como fazer vaquinhas para pagar serviços que deveriam ser responsabilidade da empresa.
H3: Cobranças por melhorias no atendimento Os residentes do assentamento questionam o tempo de resposta para os reparos e pedem mais atenção da concessionária, especialmente considerando a dependência da comunidade da atividade leiteira. “O que não entendemos é por que outros lugares têm a energia restabelecida rapidamente e aqui sempre ficamos por último, mesmo sabendo que dependemos do leite para sobreviver”, conclui Janaína.
A reportagem tentou contato com a Energisa para obter um posicionamento sobre a situação, mas até o momento não houve resposta.
Fonte: Agro







