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Mato Grosso: Procurador propõe contenção de despesas e demissões voluntárias

Rogério Gallo analisa medidas para garantir investimentos em meio a desafios financeiros.

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Procurador estuda corte de despesas para manter investimentos e não descarta demissões voluntárias em Mato Grosso

O procurador do Estado de Mato Grosso, Rogério Gallo, destacou a necessidade de implementar cortes nas despesas do governo para assegurar a continuidade dos investimentos nos próximos anos. Um dos pontos em discussão é a introdução de um novo plano de demissão voluntária, embora essa medida não seja uma prioridade imediata.

Análise da estrutura administrativa

Designado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para liderar uma avaliação sobre a estrutura do governo, Gallo enfatizou que o foco será identificar oportunidades de economia e estabelecer prioridades para o futuro. “Agora, nesse próximo ciclo, a gente precisa fazer uma contenção forte, importante, traçar as estratégias em relação a quais áreas vão ser priorizadas”, declarou.

Possibilidade de demissões voluntárias

O ex-secretário de Fazenda afirmou que todas as opções estão sendo consideradas, incluindo a implementação de programas de desligamento voluntário. Contudo, ele ressaltou que a decisão final dependerá dos resultados do estudo em andamento e dos benefícios financeiros que isso poderia trazer ao Estado. “Nada está descartado. Mas isso tudo está à mesa, estamos avaliando e, se fizer sentido, der o retorno esperado, pode ser uma possibilidade”, afirmou.

Contexto de medidas anteriores

Gallo recordou que iniciativas semelhantes foram realizadas em empresas públicas estaduais em 2025, como na Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI). Naquela ocasião, o desligamento voluntário foi regulamentado pela Emenda Constitucional Estadual nº 81/2017, a PEC dos Gastos, que estabeleceu requisitos como idade mínima de 45 anos e pelo menos 20 anos de serviço.

Desafios financeiros e arrecadação

Outro ponto importante levantado por Gallo foi a previsão de uma queda na arrecadação destinada a investimentos, estimada em R$ 1,5 bilhão, além das implicações da reforma tributária. Ele não especificou de onde virão as perdas nem o período em que isso pode ocorrer. “A gente precisa continuar com a nossa trajetória de investimento. Então, onde a gente vai encontrar esse R$ 1,5 bilhão? Nós temos que ser mais eficientes”, declarou.

Manutenção dos investimentos públicos

De acordo com Gallo, o objetivo é manter os investimentos públicos em 15% da receita corrente líquida do Estado, garantindo recursos para projetos essenciais, como infraestrutura de rodovias, aeroportos, ferrovias, além de melhorias em hospitais e escolas.

Por fim, Gallo enfatizou a importância de assegurar esses investimentos para a competitividade de Mato Grosso e a atração de novos negócios. Para isso, ele defendeu a necessidade de uma estrutura administrativa mais eficiente que consiga reduzir gastos sem comprometer a qualidade dos serviços prestados. “O Estado não precisa ser mínimo; ele precisa ser eficiente. E Estado eficiente é aquele que entrega para a população”, concluiu.

Fonte: Só Notícias (Sinop)

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