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Castanha de baru vira inovação com apoio da Fapemat

Fruto típico do Cerrado ganha destaque no mercado nacional com o lançamento do Baruzito pela Quero+ Alimentos.

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Com apoio da Fapemat, empresa de MT transforma castanha de baru em produto com potencial de prateleira

O aproveitamento sustentável da sociobiodiversidade brasileira deu um passo importante com o desenvolvimento de um novo item alimentício voltado para as prateleiras de supermercados e empórios de todo o país. A iguaria, obtida a partir da castanha de baru, fruto nativo do Cerrado com expressivo valor nutricional, tem despertado o interesse da agroindústria pelo seu forte potencial econômico e capacidade de gerar renda.

Inovação tecnológica e conservação

Criado pela empresária Roza Maria Barros Ferreira, à frente da Quero+ Alimentos, o Baruzito passou por um método avançado de desidratação que une congelamento e redução de pressão em câmara controlada. Esse processo faz com que a água do alimento mude diretamente do estado sólido para o gasoso, diminuindo a umidade e mantendo intactas as propriedades sensoriais, físico-químicas e nutricionais.

Essa tecnologia soluciona um dos principais gargalos na comercialização de frutos nativos: a logística e a preservação da qualidade até a chegada ao consumidor final. Com o novo método, o tempo de conservação aumenta e diminui-se a necessidade de refrigeração no transporte e armazenamento, desde que se utilize a embalagem correta.

Suporte financeiro e novas versões

O projeto foi viabilizado graças ao programa Tecnova III, executado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) em conjunto com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

“O apoio financeiro e técnico da Fapemat, por meio do Tecnova III, foi fundamental para o desenvolvimento do produto. A empresa trabalha em diferentes versões da castanha, incluindo opções doces, salgadas e in natura, com o objetivo de atender a diferentes públicos nas redes de varejo”, destacou a empresária.

Além de poder ser consumido diretamente, o item serve de base para receitas culinárias variadas, abrangendo desde bolos e doces até pratos salgados com peixes, com divulgação de sugestões e formas de compra feitas pela internet.

Pesquisa e expansão regional

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo voltado à pesquisa e criação de derivados de plantas da Amazônia Legal e do Cerrado. O escopo contempla estudos de viabilidade econômica, análise físico-química dos frutos, elaboração de embalagens inteligentes e formulação de bebidas funcionais.

O objetivo central é impulsionar alternativas logísticas para distribuir matérias-primas locais e valorizar a sociobiodiversidade. A trajetória da empresa também recebeu suporte prévio de iniciativas como Inova Amazônia e Centelha-MT, além de contar com patentes registradas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O papel do Tecnova III

Voltado para micro e pequenas empresas, o Programa Tecnova III busca estimular a inovação tecnológica no estado mato-grossense. Por meio de recursos de subvenção econômica não reembolsáveis, a iniciativa ajuda negócios locais a superarem barreiras tecnológicas, inserirem ciência no setor produtivo e acelerarem o lançamento de novidades mercadológicas.

Fonte: Mato Grosso

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