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Saúde de presidiárias em MT tem mais de 1,3 mil consultas

Projeto Mãos Amigas leva exames especializados e telemedicina a sete unidades prisionais femininas do estado.

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Sejus amplia assistência à saúde de mulheres privadas de liberdade com mais de 1,3 mil consultas ginecológicas

A Secretaria de Estado de Justiça registrou 1.364 consultas ginecológicas para mulheres privadas de liberdade em Mato Grosso até outubro de 2026. A iniciativa faz parte do Projeto Mãos Amigas, criado para fortalecer a prevenção de enfermidades e o diagnóstico precoce no sistema prisional.

Expansão do atendimento nas prisões Lançada em maio de 2024, a ação é coordenada pela Superintendência de Política Penitenciária e pela Coordenadoria de Saúde Penitenciária, alcançando sete presídios femininos no estado. Do total de consultas deste ano, 784 ocorreram por teleatendimento e 580 de forma presencial, incluindo ainda 38 acompanhamentos de pré-natal, divididos entre gestações de baixo e alto risco.

Procedimentos e exames especializados O balanço oficial aponta a realização de 226 exames citopatológicos do colo do útero, 539 receitas de remédios, 329 pedidos de ultrassonografia, além de exames laboratoriais e mamografias. Em Colíder, uma ginecologista atendeu 32 detentas presencialmente em outubro. Em Rondonópolis, a unidade móvel do programa federal Agora Tem Especialistas atendeu 67 custodiadas com exames de imagem avançados em um único dia.

Compromisso com a dignidade Para a superintendente de Política Penitenciária, Sibeli Roika, assegurar a assistência à saúde das mulheres privadas de liberdade representa um compromisso institucional com a dignidade humana e a garantia de direitos.

“Assegurar a assistência à saúde das mulheres privadas de liberdade é reafirmar o compromisso institucional com a dignidade da pessoa humana, a garantia de direitos e a promoção de um atendimento humanizado e integral. As ações desenvolvidas nas unidades penais femininas representam um avanço na ampliação do acesso à informação, à prevenção e aos cuidados especializados. Nosso compromisso é garantir que cada mulher custodiada seja acolhida, orientada e tenha acesso aos serviços de saúde necessários, com respeito, responsabilidade e dignidade”, destacou.

Esforço conjunto e continuidade O sucesso da assistência médica depende de uma rede integrada que envolve direções de presídios, equipes municipais de saúde, agentes de segurança e profissionais penitenciários. Esse fluxo assegura que os resultados dos exames e os tratamentos continuem após a triagem inicial.

Fonte: Mato Grosso

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