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Café indígena de Rondolândia brilha no 1º concurso de Mato Grosso

Produtores locais conquistam cinco premiações importantes e celebram a alta produtividade do Robusta Amazônico.

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CAFEICULTURA EM ALTA - Produtores indígenas de Rondolândia conquistam cinco premiações em concurso de café

A cafeicultura em terras indígenas de Rondolândia alcançou um patamar inédito ao faturar cinco troféus no 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso. O evento festivo reuniu mais de 500 pessoas no último final de semana, em Juína, celebrando a excelência dos grãos regionais e expondo itens da agricultura familiar.

O avanço da cafeicultura mato-grossense

Promovida pelo Governo do Estado por meio da Seaf-MT, em parceria com o Sebrae-MT e suporte técnico da Empaer, a competição buscou elevar o prestígio do Robusta Amazônico nos mercados interno e externo.

“Queremos valorizar o café de Mato Grosso, incentivar práticas sustentáveis, abrir novos mercados e garantir mais renda às famílias que vivem da produção no campo”, afirmou a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.

Destaque para os produtores indígenas

O grande destaque da noite ficou com os agricultores Miguel Suruí e Rafael Gameb Suruí, que faturaram duas premiações duplas cada um, além de Naraykoalab Suruí, que garantiu o terceiro lugar na categoria de grãos fermentados.

“Essa conquista é resultado do nosso dia a dia, e podemos mostrar isso aqui”, afirmou Rafael Gameb Suruí.

Impacto da assistência técnica no campo

O sucesso na lavoura é fruto de um trabalho contínuo de suporte especializado iniciado em 2020, que substituiu métodos antigos por técnicas modernas de manejo, irrigação e adubação orgânica e química.

“Quando começamos, a produção era de 30 a 40 sacas por hectare. Hoje, temos produtor que ultrapassa 100 sacas por hectare, utilizando também produtos biológicos para reduzir o uso de químicos na lavoura. Fiquei muito feliz com a premiação e ainda mais motivado com esse resultado”, destacou Hayath Alves.

“Com atendimento de assistência técnica personalizada, estamos conseguindo melhorar a qualidade do café, ampliar a renda e fortalecer a produção nas comunidades indígenas”, completou o extensionista.

Perspectivas para a economia regional

Com dezenas de municípios ativos na produção de café e centenas de famílias envolvidas, o setor resgata a tradição econômica de cidades polo do noroeste mato-grossense e promete atrair ainda mais participantes nas próximas edições do torneio estadual.

Fonte: Diário da Serra

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