O Ministério Público Federal (MPF) estabeleceu um prazo de sete dias para que a Prefeitura de Juscimeira, em Mato Grosso, implemente ações urgentes visando a segurança dos visitantes e a proteção ambiental da Cachoeira do Prata, localizada a 157 km de Cuiabá.
Ações recomendadas pelo MPF
Entre as intervenções sugeridas pelo MPF, está a necessidade de organizar a visitação ao local ou, caso necessário, suspender temporariamente o acesso dos turistas. Se a visitação for mantida, a administração municipal deve retomar a coleta regular de resíduos, instalar placas informativas e educativas, além de proporcionar uma infraestrutura mínima de apoio aos visitantes.
Dados alarmantes sobre segurança
O documento do MPF destaca dados do Corpo de Bombeiros, que registraram quatro mortes por afogamento entre 2021 e 2025, além de um resgate aquático em 2026 e dois grandes incêndios florestais em 2025. A falta de sinalização adequada em relação a áreas de risco e profundidade também foi enfatizada, assim como a ausência de uma estrutura de segurança para os turistas. Os riscos incluem quedas em saltos de pedras e a presença de cacos de vidro submersos, que podem causar acidentes.
Responsabilidades dos órgãos envolvidos
A recomendação do MPF abrange não apenas a Prefeitura de Juscimeira, mas também o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). Essas entidades são instadas a divulgar amplamente as restrições de visitação em seus canais oficiais e redes sociais. Além disso, o Incra deve formar, em até 15 dias, um grupo de trabalho com representantes da comunidade local e de órgãos públicos para discutir a gestão do turismo na área.
Preservação do patrimônio arqueológico
O documento menciona também danos em uma área arqueológica situada a cerca de três quilômetros da cachoeira, onde se encontram pinturas e gravuras rupestres. O MPF relatou a ocorrência de pichações e danos físicos às rochas. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi solicitado a conduzir uma avaliação técnica para identificar os danos e propor medidas de preservação e recuperação do patrimônio arqueológico.
A situação da Cachoeira do Prata requer atenção imediata para garantir a segurança dos visitantes e a conservação de um patrimônio natural e cultural essencial para a região.
Fonte: G1 Mato Grosso







