Em 2026, os dados do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) revelam que Cuiabá é a cidade que mais registrou casos de assédio eleitoral, totalizando 13 ocorrências até o dia 8 de outubro.
Maio, setembro e números preocupantes
Setembro se destacou como o mês com o maior número de registros, contabilizando 17 dos 31 casos identificados no estado. Isso representa mais da metade do total de procedimentos. Até o início de outubro, foram registrados outros sete casos, enquanto abril teve três e agosto, dois. Janeiro, fevereiro, junho e julho não apresentaram ocorrências no relatório. Importante notar que os dados refletem as datas em que os procedimentos foram autuados, e não necessariamente quando os atos de assédio aconteceram.
Cidades afetadas pelo assédio eleitoral
Cuiabá é seguida por Várzea Grande, com cinco registros, e Rondonópolis, com três. Sinop aparece com dois casos, enquanto outras oito cidades, como Alta Floresta e Cáceres, registraram um caso cada. O levantamento inicial tinha 53 registros, mas, após a exclusão de duplicidades e casos promocionais, apenas 31 permaneceram.
Definição e implicações do assédio eleitoral
O assédio eleitoral se caracteriza pela pressão que superiores hierárquicos exercem sobre empregados para que votem ou deixem de votar em determinados candidatos. Isso pode incluir ameaças de demissão ou a obrigatoriedade de participar de campanhas políticas. Tais práticas violam a liberdade de voto e podem levar a penalizações nas esferas trabalhista, cível e criminal.
O MPT-MT enfatiza que a filtragem dos dados não garante que os registros correspondam a denúncias independentes, pois a confirmação depende de análises adicionais. É fundamental que a população esteja atenta a essas práticas, que comprometem a integridade do processo eleitoral.
Fonte: Brasil MT







