Sete representantes de Mato Grosso foram homenageadas na lista das 100 mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro, divulgada pela revista Forbes nesta quinta-feira (15). A seleção, feita em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural, ressalta a crescente participação feminina em um setor tradicionalmente dominado por homens.
H2: Mulheres que fazem a diferença no agro A lista inclui empresárias, pecuaristas, lideranças indígenas e ativistas que atuam em diversas áreas, como gestão de propriedades rurais, seleção genética de bovinos e iniciativas voltadas à sustentabilidade. Essas mulheres têm desempenhado um papel essencial na valorização da produção rural e no bem-estar animal.
H3: Belisa Maggi e seu impacto social Belisa Souza Maggi, presidente da Fundação Amaggi, é uma das homenageadas. A fundação, criada em 1997, realiza projetos sociais em 67 municípios de nove estados brasileiros. Formada em Direito e com pós-graduação em Inteligência Socioemocional, Belisa também preside o Instituto Signativo, focado na educação socioemocional.
H3: Carmen Perez e o bem-estar animal Outra figura notável é Carmen Perez, que transformou sua Fazenda Orvalho das Flores, em Araguaiana (MT), em um modelo de bem-estar animal. Sua abordagem inovadora reduziu a mortalidade de bezerros de 14% para 1,6%. Além disso, Carmen lançou o curso Rebanho de Valor e produziu documentários sobre a temática.
H3: Geni Caline Schenkel e a educação no campo Geni Caline Schenkel, presidente do Movimento Agroligadas, fundou a iniciativa para conectar o campo e a cidade, reunindo cerca de 3 mil mulheres em 100 cidades de 24 estados. O movimento visa promover o entendimento sobre o agronegócio e já impactou mais de 2 milhões de pessoas.
H3: Maria Cecília Zenezokemaero e a luta por direitos indígenas Maria Cecília Zenezokemaero, a primeira mulher engenheira agrônoma de sua aldeia, é uma defensora do licenciamento ambiental para lavouras indígenas. Sua luta culminou na conquista desse direito, que abre portas para crédito bancário e rastreabilidade dos grãos cultivados por sua comunidade.
H3: Mônica Marchett e a inovação na pecuária Mônica Marchett, que preside o Grupo Mônica, atua na pecuária com foco em gestão de gado e integração lavoura-pecuária-floresta. Ela é a única mulher entre os diretores da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil e foi reconhecida como destaque feminino na ExpoZebu.
H3: Natália Martins e a nova geração de pecuaristas Natália Martins representa a nova geração de pecuaristas e, após formar-se em Direito, voltou para a Fazenda Camparino, onde gerencia a operação. Ela homenageia seu avô nas redes sociais e promove a comunicação digital para atrair novas gerações para o campo.
H3: Neiriane Taerik e o empoderamento feminino indígena Neiriane Taerik, de 26 anos, é a primeira mulher a liderar a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho. Sob sua liderança, um grupo de mulheres está transformando a castanha-do-pará em uma fonte significativa de renda, com planos de expandir a produção.
A inclusão dessas mulheres na lista da Forbes é um reconhecimento importante do papel transformador que elas desempenham no agronegócio, evidenciando que a presença feminina é fundamental para o desenvolvimento sustentável e inovador do setor.
Fonte: Agro







