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Deputados de MT propõem liberação da pesca do tucunaré na piracema

Projeto de lei permite pesca esportiva com restrições em cinco lagos do estado durante dois meses do ano.

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Deputados de MT querem liberar pesca esportiva de tucunaré no Lago de Manso durante a piracema

A pesca esportiva do tucunaré pode ser autorizada em Mato Grosso durante o período de piracema, especificamente em outubro e novembro. Essa possibilidade é parte de um projeto de lei que está em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado, de autoria do deputado Faissal (PL) e coautoria de Dilmar Dal Bosco (União). A proposta, que ainda requer análise e votação, visa restringir a prática à modalidade pesque e solte, utilizando apenas iscas artificiais.

Detalhes da proposta de liberação

O projeto abrange cinco reservatórios de usinas hidrelétricas em Mato Grosso: Lago do Manso, Lago da Usina de Sinop, Lago da Usina de Colíder, Lago da PCH Santana e Lago de Paranaíta. Para que a pesca aconteça, será necessária uma autorização específica do órgão ambiental, que deverá realizar uma avaliação técnica para garantir que a atividade não comprometa a reprodução dos peixes.

Especificidades da autorização

A autorização para a pesca do tucunaré será limitada a áreas específicas, não se estendendo a rios, córregos ou outros corpos d’água fora dos perímetros dos sítios pesqueiros. Além disso, o projeto proíbe a captura de outras espécies, garantindo que o foco permaneça no tucunaré. A captura deve ser feita de forma responsável, com a devolução imediata e viva do peixe ao seu habitat, utilizando técnicas adequadas de manuseio.

Regras e restrições estabelecidas

As regras do projeto são claras: o tucunaré capturado deve ser solto sem qualquer tipo de retenção, abate ou transporte. O uso de iscas vivas e técnicas que promovam a captura indiscriminada está proibido, visando a proteção do ecossistema local.

Impacto no turismo de pesca

Os autores do projeto argumentam que a liberação da pesca do tucunaré durante esses meses poderia beneficiar o turismo local, incentivando a movimentação de pescadores em pousadas e serviços relacionados. Isso pode ser uma solução para mitigar os impactos econômicos da sazonalidade na atividade pesqueira em Mato Grosso.

Por fim, é importante ressaltar que a proposta ainda está em fase de discussão e não altera as regras de pesca já existentes, que permanecem vigentes. A avaliação ambiental será a chave para determinar a viabilidade da pesca esportiva, assegurando que a proteção dos peixes e do meio ambiente não seja comprometida.

Fonte: Brasil MT

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