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MPMS investiga possível desmatamento em área de Mata Atlântica em MS

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MPMS investiga possível desmatamento em área de Mata Atlântica em MS

MPMS investiga possível desmatamento em área de Mata Atlântica em MS

Além do desmatamento, a propriedade rural de Coronel Sapucaia também possui tanques de piscicultura e silos em áreas protegidas

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) investiga possíveis danos ambientais em uma propriedade rural de Coronel Sapucaia. A investigação apura a retirada de vegetação nativa, a construção de quatro tanques para criação de peixes e a instalação de silos em áreas protegidas, sem as autorizações ambientais que estavam apontadas nos documentos de fiscalização.

MPMS apura o caso de desmatamento em MS. (Foto: Divulgação/MPMS)

O caso é acompanhado pela 1ª Promotoria de Justiça de Coronel Sapucaia, que instaurou um inquérito civil para investigar as possíveis irregularidades.

De acordo com parecer do Núcleo de Geoprocessamento (Nugeo) e relatórios de fiscalização, foi identificada a supressão de vegetação nativa em uma área de 10,71 hectares do bioma Mata Atlântica, sem autorização ambiental identificada.

Os documentos apresentaram diferenças, pois a soma das áreas detalhadas por tipo de vegetação e localização chega a 12,754 hectares. Segundo o MPMS, a diferença ainda precisa ser esclarecida.

Relatórios identificaram desmatamento e falta de autorização ambiental. (Foto: Reprodução)

A fiscalização também mostrou quatro tanques de piscicultura em Áreas de Preservação Permanente (APP) e silos para armazenamento de silagem instalados em Área de Reserva Legal. As estruturas estão em uma região de Mata Atlântica e terão a regularidade analisada durante a investigação.

MPMS pede nova análise da área com desmatamento

Os levantamentos técnicos também incluem diferenças sobre a localização dos tanques. Um dos documentos indica que as estruturas estão em uma área de Reserva Legal e o outro aponta ocupação de área de preservação permanente.

Para esclarecer as informações, o MPMS pediu ao Nugeo uma análise complementar, com a delimitação das áreas atingidas e a identificação da extensão dos possíveis danos ambientais ou desmatamento.

Caso de desmatamento é investigado em Coronel Sapucaia. (Foto: Divulgação)

A empresa investigada foi notificada a apresentar documentos, entre eles o Cadastro Ambiental Rural (CAR), programas de regularização ambiental e licenças relacionadas a atividades desenvolvidas na propriedade.

O Ministério Público também solicitou ao Cartório de Registro de Imóveis a matrícula do imóvel rural e verificou a possibilidade de resolver a situação por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

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Fonte: Agro

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