Acesso à ponte da Rota Bioceânica é obra prioritária para TCU em 2027
Tribunal de Contas da União aponta que serão necessários R$ 279,1 milhões para finalização da obra
A conclusão do acesso à ponte internacional da Rota Bioceânica, em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul, precisa de R$ 279,1 milhões e concentra, sozinha, cerca de 53% dos recursos que faltam para dez obras rodoviárias consideradas prioritárias no país. O levantamento faz parte do Fiscobras 2026, do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovado em sessão nesta quarta-feira (21) e encaminhado ao Congresso Nacional.
Segundo o relatório, são necessários exatamente R$ 279.126.640,74 para o empreendimento de Mato Grosso do Sul. Ao todo, as dez obras selecionadas precisam de R$ 524.799.499,77 para serem concluídas. Assim, o acesso à ponte internacional em Porto Murtinho responde por aproximadamente 53,2% de todo esse montante.
A obra fica na BR-267 e faz parte da adequação do trecho rodoviário entre Bataguassu e Porto Murtinho.
O empreendimento é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e foi classificado pelo TCU como aquele que apresenta a maior necessidade de recursos entre os dez selecionados.
Confira o documento completo aqui.
Acesso é estratégico para a Rota Bioceânica
A conclusão do acesso está diretamente ligada à infraestrutura da Rota Bioceânica, corredor que terá a ponte internacional em Porto Murtinho para interligar Brasil e Paraguai.
A estrutura viária permitirá o acesso brasileiro à ponte e irá integrar Mato Grosso do Sul ao corredor internacional, possibilitando a ampliação do escoamento de produtos e exportações da região.
O TCU aponta que os dez empreendimentos selecionados possuem relevância estratégica e potencial de geração de benefícios econômicos e sociais. Segundo o Tribunal as obras poderão ser concluídas até o final de 2027, desde que as restrições orçamentárias sejam superadas.
Dez empreendimentos rodoviários são considerados prioritários no país
Além do acesso à ponte internacional em Mato Grosso do Sul, outras nove obras aparecem na lista elaborada a partir da aplicação-piloto da nova metodologia do TCU no DNIT. Juntas, as dez precisam de R$ 524,8 milhões. Os projetos estão distribuídos por dez estados das cinco regiões brasileiras.
Os empreendimentos apontados no relatório são em:
- Mato Grosso do Sul – BR-267: acesso à ponte internacional em Porto Murtinho – R$ 279.126.640,74
- Pará – BR-230: Ponte do Xingu – R$ 67.901.811,13
- Amazonas – BR-319: remanescente do Lote 1C – R$ 43.934.548,69
- Rio Grande do Sul – BR-116: BR-116/RS Tronco Norte – R$ 43.751.296,84
- Goiás – BR-070: remanescentes da BR-070/GO – R$ 24.362.684,31
- Minas Gerais – BR-367: implantação da BR-367/MG – R$ 21.804.597,45
- Bahia – BR-235: Travessia de Juazeiro – R$ 19.855.963,50
- Santa Catarina – BR-470: adequação do trecho Navegantes–Rio do Sul – R$ 13.275.204,67
- Espírito Santo – BR-447: acesso ao terminal portuário de Capuaba – R$ 5.563.752,09
- Ceará – BR-222: duplicação Fortaleza–Pecém – R$ 5.223.000,35
TCU muda forma de indicar prioridades
A seleção das obras faz parte de uma nova metodologia desenvolvida pelo TCU para ampliar o alcance do Fiscobras. Além de identificar irregularidades na aplicação de recursos públicos, o Tribunal passa a indicar ao Congresso empreendimentos relevantes que podem continuar em ritmo lento por insuficiência de recursos.
A metodologia considera fatores como:
- Impedimentos à retomada
- Qualidade e maturidade do empreendimento
- Aderência ao planejamento do governo
- Impacto
- Execução físico-financeira
- Viabilidade de retomada
- Capacidade do responsável pela execução
O relatório aponta que sem novos aportes, existe risco de manutenção do baixo ritmo das obras, além de deterioração de serviços já executados e aumento de custos para retomada.
Indicação não significa liberação imediata do dinheiro
Apesar da prioridade atribuída ao acesso da Rota Bioceânica, a decisão do TCU não libera automaticamente os R$ 279,1 milhões para Mato Grosso do Sul.
O Tribunal fornece informações técnicas para orientar a definição das prioridades, mas cabe ao Congresso Nacional decidir sobre a alocação dos recursos.
A inclusão de um empreendimento na lista não representa validação prévia, certificação de regularidade ou avaliação sobre a gestão da obra.
Os valores necessários para a conclusão de cada empreendimento deverão ser atualizados pela área técnica do TCU, com indicação da data-base e das fontes utilizadas, antes do encaminhamento da relação.
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Fonte: Agro







