Cesta básica: mesmo com preço em queda, tomate mais que o dobro do ano passado
Batata e tomate ajudaram a reduzir o custo dos alimentos nesta semana, mas preços ainda pesam mais no bolso do consumidor
Depois de quatro semanas consecutivas de alta, a cesta básica finalmente deu uma trégua no bolso dos cuiabanos. O preço médio caiu para R$ 929,58 nesta quarta-feira (28), uma redução de 0,81% em relação à semana anterior. Mas um ingrediente chama atenção: mesmo ficando mais barato nos últimos dias, o tomate custa mais que o dobro do registrado há um ano.
Os dados são do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT). Na comparação com a semana passada, quando a cesta custava R$ 937,20, a economia foi de R$ 7,62. Já em relação ao mesmo período de 2025, o cenário é diferente: o conjunto de alimentos está 16,97% mais caro, um aumento de R$ 134,88.
A batata foi a principal responsável pelo alívio nesta semana. O preço do quilo caiu 7,96%, chegando a R$ 7,18. Essa é a segunda redução consecutiva do produto, favorecida pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras e pelo aumento da oferta. Apesar disso, a batata ainda custa 66,36% mais que no mesmo período do ano passado.
O tomate também ajudou a puxar os preços para baixo, com queda de 3,69%, chegando a R$ 14,27 por quilo. Segundo o instituto, temperaturas mais amenas atrasaram o amadurecimento do fruto e prejudicaram sua aparência, o que pode ter contribuído para a redução do preço mesmo com a oferta limitada.
A queda recente, porém, está longe de compensar o encarecimento acumulado. Em outubro de 2025, o tomate custava menos da metade do valor atual, uma diferença de 139,29%.
Enquanto os vegetais ficaram mais baratos, outros produtos seguiram na direção contrária. O óleo de soja liderou as altas, com aumento de 2,47%, chegando a R$ 9,08 pela embalagem de 900 ml.
A preocupação com os possíveis efeitos do fenômeno El Niño sobre a produção, somada à demanda por soja para biodiesel e consumo doméstico, pode ter pressionado os preços, conforme a análise do IPF-MT.
Café e carne também ficaram mais caros
O café subiu 0,89% e passou a custar, em média, R$ 27,16 pela embalagem de 500 gramas. O aumento das exportações, impulsionado pela demanda internacional, pode ter reduzido a disponibilidade do produto no mercado brasileiro.
A carne bovina também registrou alta de 0,62%, chegando a R$ 50,18 por quilo. Entre os fatores apontados estão a menor oferta de animais prontos para o abate e o crescimento das exportações.
Já quem pretende economizar encontrou preços menores na banana, que caiu 1,56% e passou a custar R$ 8,20 por quilo, e na farinha de trigo, com redução de 0,70%, chegando a R$ 5,17.
A manteiga também apresentou uma pequena queda de 0,22%, enquanto o pão francês foi o único dos 13 produtos pesquisados que manteve o mesmo preço da semana anterior.
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Fonte: Agro







