Terras indígenas de MT passam pela etapa de teste do Censo Agropecuário que vai mapear a produção no campo
A etapa de teste será realizada entre 3 de novembro e 4 de dezembro no município de Barra do Bugres e nas terras indígenas de Umutina e Figueiras.
Mato Grosso será um dos estados a testar os procedimentos para o próximo Censo Agropecuário, previsto para ser realizado em 2027. O levantamento, conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem como objetivo atualizar o diagnóstico da produção no campo, mapeando desde o uso da terra até a adoção de novas tecnologias no setor produtivo.
Entre os dias 3 de novembro e 4 de dezembro deste ano, o IBGE realizará uma etapa de Censo Experimental no município de Barra do Bugres (MT), nas terras indígenas Umutina e Figueiras. Essa fase de testes servirá para avaliar a eficiência dos sistemas, a rotina de trabalho das equipes de campo e as metodologias de coleta das informações antes do início oficial da pesquisa em âmbito nacional.
Uma das principais inovações desta edição é a implantação de um cadastro prévio digital dos estabelecimentos agropecuários. Por meio de uma plataforma online, os próprios produtores poderão atualizar seus dados cadastrais, otimizando o planejamento das equipes do IBGE. Segundo a presidência do órgão, a etapa prévia é fundamental para mapear novos estabelecimentos e identificar aqueles que deixaram de existir, o que agiliza a posterior abordagem presencial dos recenseadores.
O cronograma prevê que o preenchimento voluntário do questionário oficial pela internet tenha início em março do ano que vem. As visitas presenciais e entrevistas de campo conduzidas pelos recenseadores estão agendadas para começar no mês de junho.
Além dos dados tradicionais, como volume de produção, perfil dos trabalhadores e área utilizada, o novo Censo Agropecuário vai investigar temas emergentes no meio rural. O questionário incluirá questões sobre o processo de sucessão familiar na propriedade e o nível de modernização das fazendas, englobando o uso de drones, agricultura de precisão e plataformas digitais de gestão.
Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) destacam que a apuração dos dados no campo, validada em parceria com órgãos como Embrapa, Conab, governos estaduais e prefeituras, é essencial para dar suporte à formulação e avaliação de políticas públicas voltadas ao agronegócio e à agricultura familiar.
“Além de levantar dados sobre a produção, os trabalhadores e o uso da terra, o novo censo vai investigar quem deve assumir a atividade depois do atual produtor. Também vai pesquisar o uso de drones, máquinas de agricultura de precisão e plataformas digitais. As informações vão ajudar a planejar e a avaliar políticas públicas para o setor, inclusive para a agricultura familiar”, afirmou o secretário de política agrícola do Mapa, Guilherme Campos.
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Fonte: Agro







