O plantio da soja em Mato Grosso alcançou 89,05% da área projetada para a safra 2026/2027, impulsionado por uma forte aceleração dos trabalhos no campo ao longo do mês de outubro, após um período inicial de escassez hídrica.
Avanço expressivo e liderança regional
Os números mais recentes foram divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e mostram que a semeadura superou o patamar registrado no mesmo período do ano anterior. Em apenas uma semana, houve um salto de 13,24 pontos percentuais na área coberta.
No ciclo passado, os agricultores haviam semeado 76,13% da área total, enquanto a média histórica dos últimos cinco anos marca 78,47%. Geograficamente, o Médio-Norte lidera a atividade com impressionantes 99,71% concluídos, ao passo que as regiões Sudeste e Centro-Sul registraram os maiores crescimentos semanais, com alta de 22,34 e 21,25 pontos percentuais, respectivamente.
Impacto das chuvas e desenvolvimento inicial
As operações agrícolas haviam começado na segunda metade de setembro, mas enfrentaram lentidão devido à irregularidade pluviométrica e à baixa umidade do solo, fatores que forçaram muitos produtores a aguardarem melhores condições climáticas. O cenário se transformou em outubro com a chegada de precipitações mais regulares, permitindo a entrada massiva de maquinário nas lavouras.
Conforme apontou a analista de soja do Imea, Milena Bezerra, as plantações demonstram um bom desenvolvimento inicial, sem registros expressivos de necessidade de replantio. Contudo, os agricultores mantêm a cautela diante da influência do fenômeno El Niño, que pode trazer instabilidade e alterações no regime de chuvas durante o ciclo de crescimento das plantas.
Perspectivas para a segunda safra
Com quase a totalidade da área inicial estabelecida, a projeção do Imea aponta para a conclusão da semeadura dentro do cronograma previsto, beneficiando diretamente o planejamento agrícola do estado.
O ritmo acelerado é determinante para o calendário do milho e do algodão de segunda safra, programados para 2027. Afinal, antecipar a colheita da oleaginosa amplia a janela ideal para o plantio das culturas sucessoras, mitigando os riscos associados à falta de água e consolidando o potencial produtivo de Mato Grosso.
Fonte: Agro







