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Marcenaria capacita reeducandos em Campo Novo do Parecis

Formação de 160 horas promovida pela Seciteci e Etec oferece certificação oficial e abre caminhos para reinserção no mercado de trabalho.

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Curso de marcenaria da Seciteci abre portas para reinserção de reeducandos: “é uma segunda chance”

Com o objetivo de criar novas perspectivas de vida e facilitar o retorno à sociedade, 11 pessoas privadas de liberdade na Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis estão participando de uma qualificação profissional em marcenaria. A iniciativa conta com uma carga horária de 160 horas, dividida entre módulos teóricos e atividades práticas, sendo promovida pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) no âmbito do Programa Estadual de Qualificação (PEQ).

Oportunidade de recomeço e autonomia

A oferta do curso surge como uma ferramenta de transformação para quem busca reconstruir sua trajetória longe da criminalidade. Para um dos reeducandos, que já tinha familiaridade prévia com a função, a capacitação representa um divisor de águas na conquista de uma vaga formal após o cumprimento da pena.

“É um orgulho muito grande. Essa parceria vem para somar ao que já estamos aprendendo aqui dentro. Quando sairmos, vamos precisar desse conhecimento para continuar trabalhando. Eu já mexia nesse ramo e acredito que muitos colegas também vão conseguir seguir esse caminho”, relata o reeducando.

O participante também reforça o impacto social da medida na manutenção familiar e no resgate da dignidade. “É uma segunda chance. Essa parceria está ajudando muito a gente a voltar à vida em sociedade. Tenho muito ânimo para trabalhar e saber que estou ganhando com o meu próprio suor, sem depender de coisas erradas”, afirma.

Educação e cumprimento da legislação penal

Viabilizado por meio da Escola Técnica Estadual (Etec) de Tangará da Serra, o treinamento conta com acompanhamento didático e pedagógico contínuo. A ação cumpre os preceitos da Lei de Execução Penal (LEP), que assegura o direito à formação educacional dentro do sistema prisional.

Segundo a supervisora regional Ester Carvalho, o suporte oferecido visa o pleno aproveitamento da turma. “A nossa função é acompanhar o desenvolvimento pedagógico e administrativo para que esses estudantes tenham êxito em suas formações. É um curso de 160 horas, desenvolvido com atividades teóricas e práticas, que oferece a oportunidade de adquirir conhecimentos e desenvolver uma profissão”, explica.

A diretora da Escola Técnica Estadual de Tangará da Serra, Wérica Nascimento, salienta que o investimento educacional gera impactos diretos no futuro dos alunos. “Estamos trazendo oportunidades por meio do Programa Estadual de Qualificação Profissional. Sabemos que, quando levamos qualificação, conseguimos mudar histórias. São pessoas que estão buscando um futuro melhor, e a educação profissional tem um papel fundamental nesse processo de ressocialização”, afirma.

Avanço técnico e certificação

Embora a cadeia local já contasse com projetos internos voltados ao manuseio de madeira, a atuação conjunta com a rede técnica estadual permitiu estruturar os conteúdos com docentes especializados e validação oficial curricular.

De acordo com o diretor da unidade prisional, Edivano Trindade, o diferencial reside na formalização da mão de obra. “Já temos um trabalho de marcenaria, mas agora eles terão a oportunidade de se qualificar e receber um certificado profissionalizante. Vão aprender novas técnicas e poderão sair daqui com uma profissão, o que é muito importante para o futuro deles”, completa.

Fonte: Mato Grosso

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