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ALMT: Nova Assembleia é composta majoritariamente por homens brancos

Dos 24 deputados eleitos, apenas 2 são mulheres e não há representantes indígenas ou pretos.

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Sem pretos nem indígenas: ‘nova ALMT’ tem maioria masculina, branca e acima dos 50 anos; veja perfil dos deputados

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) terá uma nova composição em 2027, marcada pela predominância de homens brancos e com níveis elevados de escolaridade. Dos 24 deputados eleitos, apenas duas são mulheres, e nenhum deles se declarou preto ou indígena, revelando uma diversidade racial praticamente inexistente.

Composição de gênero e raça

Entre os deputados eleitos, 22 são homens e apenas 2 são mulheres, o que representa 91,7% das cadeiras ocupadas por eles, enquanto as mulheres somam apenas 8,3%. As representantes femininas são Samantha do Abílio (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos). No que diz respeito à raça, 21 dos eleitos se identificaram como brancos e três como pardos, evidenciando a falta de representação de grupos étnicos minoritários.

Falta de representantes indígenas

É importante ressaltar que, pela primeira vez em anos, a Assembleia não contará com nenhum deputado indígena, mesmo após a histórica eleição de Eliane Xunakalo (PT), a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira na ALMT, mesmo que por um curto período. Eliane, que pertence ao povo Kurâ-Bakairi, não conseguiu se reeleger, obtendo 3.427 votos.

Idade média dos deputados

A nova legislatura também apresenta um perfil etário elevado, com uma idade média de 52,6 anos. Os deputados têm idades que variam entre 36 e 70 anos, sugerindo que a maioria possui uma trajetória política e profissional já consolidada.

Educação e ocupações dos eleitos

A formação acadêmica dos deputados é predominantemente alta, com 17 deles declarando ter ensino superior completo, o que corresponde a aproximadamente 71% da nova composição. As ocupações variam entre empresários, médicos, advogados e professores universitários, refletindo a presença de profissionais com forte histórico na política e no setor privado.

Baixa renovação na Assembleia

Apesar da inclusão de novos nomes, a renovação na ALMT é tímida, com apenas 25% das cadeiras mudando de ocupante em comparação com a legislatura anterior. Dos 24 eleitos, 18 já estavam na Assembleia, enquanto apenas seis novos deputados ocuparão suas cadeiras pela primeira vez.

Concentração geográfica das bases políticas

A capital Cuiabá continua sendo um polo político, servindo como base para nove dos novos deputados. A Baixada Cuiabana e Rondonópolis também são destacadas, com cinco e três deputados, respectivamente. Outras cidades como Sinop, Nova Mutum e Tangará da Serra também contribuem para o cenário político da nova Assembleia.

A nova legislatura da ALMT, com um perfil homogêneo em termos de gênero e raça, levanta questões sobre a diversidade e a representatividade no espaço político estadual, refletindo a necessidade de uma maior inclusão de diferentes vozes na política.

Fonte: Politica

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