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Argentino detido em Cuiabá tinha conteúdo de exploração infantil no celular

Juíza determina prisão de homem acusado de assédio a adolescentes após descobertas alarmantes.

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Argentino preso em loja após suspeita de abuso em Cuiabá tinha imagens de exploração infantil no celular

Um caso alarmante de assédio sexual em Cuiabá resultou na prisão de um argentino de 35 anos, que estava em posse de imagens de exploração infantil em seu celular. A detenção ocorreu na sexta-feira (2), após o suspeito, Ramiro Manriquez Llompart, ser acusado de tocar a nádega de uma menina de 12 anos enquanto ela caminhava em uma loja de departamento.

A decisão judicial e o histórico do suspeito

A juíza Christiane Cristiane Padim, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu manter o argentino detido, levando em conta não apenas o incidente, mas também a descoberta de arquivos comprometedores em seu aparelho. O histórico criminal do suspeito, que inclui condenações por descumprimento de medida protetiva e violência contra mulheres, também foi considerado.

Detalhes do incidente

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a prisão foi realizada após populares perceberem a situação e acionarem as autoridades. Um vídeo anexado ao processo mostra o homem seguindo a vítima logo antes do ato. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como importunação sexual, mas, devido à idade da vítima, a juíza reclassificou o crime como estupro de vulnerável, com a possibilidade de reavaliação ao longo do processo.

Conteúdo encontrado no celular do acusado

Durante o interrogatório, Ramiro Manriquez forneceu a senha de seu celular e permitiu que a polícia o investigasse. A análise revelou “diversos arquivos e pastas” contendo imagens e vídeos de conteúdo sexual infantil. A juíza afirmou que esses achados indicam, em um estágio inicial da investigação, a possível participação do acusado em crimes mais graves.

Implicações legais e risco de reincidência

A decisão judicial enfatizou que o crime de estupro contra vulnerável possui pena de mais de quatro anos de prisão. O histórico de Ramiro, somado aos novos crimes e ao conteúdo encontrado em seu celular, apresenta um risco significativo de repetição de ofensas. A Justiça manifestou preocupação com a segurança das crianças e adolescentes na comunidade.

Este caso ressalta a importância de ações rigorosas contra crimes sexuais, especialmente aqueles que envolvem menores de idade, e a necessidade de um sistema judicial que proteja as vítimas e puna severamente os infratores.

Fonte: Brasil MT

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