O governo da Espanha deu um passo significativo ao aprovar 21 ações emergenciais para lidar com a grave crise de moradia, após o parlamento ter rejeitado dois decretos na semana anterior. A situação se agrava com a convocação de uma greve geral por sindicatos do setor habitacional marcada para 11 de novembro.
Em resposta à rejeição das propostas, o primeiro-ministro Pedro Sánchez decidiu antecipar as eleições gerais para novembro deste ano, com o objetivo de conseguir maior apoio no Congresso e fortalecer seu governo. Essa manobra política possibilitou a implementação das novas diretrizes com a ajuda de um órgão parlamentar provisório.
Medidas aprovadas
As novas regras, que entrarão em vigor temporariamente, ainda precisam da aprovação formal dos parlamentares. Dentre as propostas, destacam-se a limitação dos preços de aluguéis, restrições à aquisição de imóveis residenciais por empresas e a suspensão temporária de despejos.
Contexto dos protestos
Essas ações emergenciais surgem em um contexto de crescente pressão popular e manifestações que se intensificaram nas últimas semanas. Um protesto em Barcelona, que ocorreu na terça-feira (6), resultou em violência, o que motivou o governo a agir de forma mais decisiva para amenizar a crise habitacional.
Protestos na França e na Bélgica
Enquanto isso, os protestos por melhorias na educação que começaram na França se espalharam para a Bélgica. Em Liège, manifestantes bloquearam ruas e confrontaram a polícia, que utilizou canhões de água para dispersar os participantes. Assim como na França, os estudantes belgas exigem mais investimento, criticando o aumento nos custos de educação e a superlotação nas salas de aula.
Na França, a repressão aos protestos levou à detenção de aproximadamente 5 mil pessoas, 87% delas menores de idade, conforme informações do Ministério da Justiça francês. Nesta quarta-feira (7), durante uma manifestação em Paris, o prefeito de Saint-Denis foi atingido por gás de pimenta ao tentar proteger os estudantes da ação policial.
Atualizações nos EUA
Nos Estados Unidos, Christa Pike, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, recuperou a consciência e está se comunicando, segundo seus advogados. Em nota, a defesa expressou agradecimento à equipe médica, embora o prognóstico de Pike ainda permaneça incerto. Condenada à morte há três décadas por homicídio, sua participação na tortura e assassinato de uma colega de escola a levou a essa situação extrema.
A crise de moradia na Espanha e os protestos em outros países refletem uma insatisfação crescente com políticas públicas e a necessidade urgente de soluções efetivas.
Fonte: Mundo







