O Tribunal do Júri agendou para 13 de outubro de 2026 o julgamento do policial penal Fábio Domingos e outros dois réus, relacionados ao assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá. Giovanni tinha apenas 23 anos quando foi brutalmente assassinado na presença de sua esposa e filho, que na época tinha apenas 4 anos.
Julgamento marcado após anos de espera
Além de Fábio, também enfrentarão o júri Carlos Jesus de Oliveira e Josane Francisca Dias da Silva. De acordo com a juíza Luciana Braga Simão Tomazetti, o processo está na fase de preparação, com esforços em andamento para notificar os réus e as testemunhas do caso. A defesa dos acusados ainda está sendo contatada para possíveis declarações.
Detalhes do crime
O assassinato de Giovanni ocorreu após um acidente de trânsito envolvendo o veículo que ele dirigia e o automóvel de Fábio e Patrício Francisco Dias, que também era investigado por seu envolvimento no crime, mas faleceu antes do julgamento. O desentendimento que se seguiu ao acidente culminou em uma troca de agressões entre Giovanni e Fábio.
Os acusados seguiram Giovanni até sua residência, onde, alegando serem policiais, arrombaram a porta e invadiram o local. Conforme a acusação, Carlos estaria armado e usando um colete e distintivo de agente penitenciário, o que dificultou a defesa de Giovanni durante a abordagem, resultando em sua morte.
Consequências e investigações
Após o crime, os três réus teriam recebido auxílio de outros agentes prisionais que tomaram conhecimento do ocorrido e ajudaram na fuga. Fábio Domingos foi preso em 2018, mas liberado para aguardar o julgamento sob medidas cautelares. Em 2024, ele foi novamente detido, porém, teve autorização para responder ao processo em liberdade até a data do júri.
Preparativos para o julgamento
A juíza Tomazetti destacou a importância de concluir as intimações dos réus e das testemunhas antes do julgamento. Fábio Domingos e Carlos Jesus de Oliveira já foram notificados, enquanto a intimação de Josane Francisca Dias da Silva está pendente, aguardando que a defesa apresente informações atualizadas de contato da acusada.
O caso de Giovanni Henrique continua a repercutir na comunidade, gerando discussões sobre a atuação da polícia e a segurança pública na região.
Fonte: G1 Mato Grosso







