Em uma recente busca por fotos dos filhos, percebi como a quantidade de imagens na galeria do celular diminuiu, revelando uma nova fase da paternidade.
A transição das imagens na rotina familiar
No passado, minha galeria era repleta de cliques dos meninos. Cada descoberta e cada passeio estavam registrados de forma quase automática, como um impulso de quem teme esquecer. Contudo, com o passar do tempo e o crescimento deles, a realidade mudou. As fotos não são mais a maioria. Agora, convivem com imagens de trabalho, anotações e prints que provavelmente nunca mais verei.
A mudança na dinâmica familiar
É inevitável que as fotografias dos meus filhos, sozinhos ou juntos, se tornem menos frequentes. Essa diminuição reflete o crescimento rápido e belo deles. Assim, surge uma necessidade de continuar registrando, mas não apenas com a câmera. É fundamental estar presente, valorizar momentos com intenção e atenção. A qualidade do tempo que passamos juntos é crucial.
O que realmente importa nas memórias
As memórias que não cabem na galeria são as mais significativas: conversas, abraços e momentos de atenção mútua. O tempo avança, e a rotina se transforma. Um dia, ao procurar uma fotografia, posso me deparar com a dificuldade de recordar uma fase que parecia eterna. As “fotos 3/4 da vida” simbolizam as experiências que não conseguimos capturar inteiramente. Ser pai é viver esses instantes repletos de amor e aprendizado.
Ao final, o que fica é uma coleção de palavras e imagens que representam tudo que vivi e aprendi com eles, guardadas com carinho, assim como as fotos 3/4 que muitos pais mantêm como lembranças de seus filhos.
Fonte: Diário da Serra







