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Campo Grande busca R$ 476 milhões para asfalto em meio a crise de buracos

A pressão dos vereadores por soluções imediatas complica a aprovação dos empréstimos para infraestrutura na capital.

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Campo Grande quer R$ 476 milhões para asfalto, mas tapa-buraco vira crise na Câmara

A Prefeitura de Campo Grande está em busca de R$ 476 milhões em financiamentos para realizar obras de drenagem e pavimentação, enquanto enfrenta a crescente insatisfação da população e dos vereadores devido à crise de buracos nas ruas da cidade.

Busca por recursos e prazos apertados

Durante uma sessão da Câmara Municipal nesta terça-feira (13), foram apresentados dez projetos do Executivo, incluindo propostas que pedem autorização para que o município contrate empréstimos junto à Caixa Econômica Federal. Esses pedidos estavam pendentes há 50 dias e, devido à proximidade do prazo final de votação, o secretário municipal de Governo compareceu ao Legislativo para garantir a aprovação. Apesar da autorização dos vereadores, os R$ 476 milhões ainda não são garantidos, uma vez que a liberação depende de negociações com a Caixa, da conclusão dos projetos e da definição dos bairros que serão beneficiados. “Não existe um número de bairros que já estão pré-definidos, e que isso já foi apresentado à Câmara de Vereadores, mas isso ainda depende agora das aprovações próximas”, afirmou Ulisses Rocha, secretário de Governo.

Impacto do plano de equilíbrio fiscal

A solicitação de financiamento ocorre após a aprovação do plano de equilíbrio fiscal de Campo Grande, que já havia concedido um empréstimo de R$ 450 milhões em 2025, também com a Caixa, para obras de asfalto. Enquanto isso, a situação das ruas da capital, repletas de buracos, continua recebendo críticas, com os vereadores exigindo medidas efetivas para resolver o que é considerado um problema crônico.

Reclamações da população e pressão na Câmara

De acordo com o presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), os vereadores apresentaram cerca de 9 mil solicitações de tapa-buracos à Secretaria Municipal de Obras apenas no primeiro semestre deste ano. Ele ressalta que os buracos têm causado acidentes e gerado descontentamento entre os moradores. “Estamos vivendo uma crise do tapa-buraco. As pessoas têm se acidentado nos buracos, as críticas se avolumam aos montões”, afirmou o presidente.

Sugestões para acelerar os reparos

Até mesmo o líder da prefeita na Câmara, Beto Avelar (PP), expressou sua preocupação com a situação das ruas, sugerindo à Prefeitura a criação de turnos extras de trabalho. “Estamos conversando, levando algumas sugestões, como fazer um contraturno, final de semana, esse serviço tem que ser realizado, de manhã, de tarde, à noite e, se possível, de madrugada”, destacou Avelar.

Expectativas para a regularização dos serviços

Em resposta às críticas, Ulisses Rocha mencionou que algumas empresas estavam enfrentando dificuldades para retomar os serviços na plena capacidade. Ele afirmou que a suspensão temporária de alguns contratos havia causado atrasos, mas que a situação deve se normalizar em breve. “Nós tivemos a suspensão de serviços de algumas empresas e nós, através do consórcio, nós contratamos a aplicação do serviço com fornecimento de massa”, explicou o secretário. Com a normalização das operações, a Prefeitura projeta fechar cerca de 4 mil buracos por dia na capital, buscando uma solução para a crise que afeta a mobilidade urbana.

Fonte: Politica

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