A jurista sul-africana Navi Pillay foi agraciada com o Nobel da Paz de 2026, em reconhecimento aos seus “esforços” na “promoção da paz e do direito internacional”, conforme anunciou o Comitê Norueguês do Nobel nesta sexta-feira (9). A premiação destaca sua dedicação à justiça e à defesa dos direitos humanos ao longo de sua carreira.
Compromisso com os Direitos Humanos
O comitê exaltou o compromisso de Navi Pillay com os “princípios jurídicos universais” e sua “firme bússola moral”. A entidade ressaltou que, em sua trajetória, a jurista “responsabilizou os estados e os líderes nacionais e trouxe esperança às vítimas da violência e dos conflitos”. Além disso, enfatizou que, em todos os seus cargos, ela sempre destacou a responsabilidade dos indivíduos e dos estados em respeitar o Estado de Direito.
Reflexões de Navi Pillay
Em sua declaração sobre a premiação, Navi Pillay expressou surpresa ao ser considerada uma figura corajosa. “Um dos motivos que me apoiaram foi o reconhecimento da minha coragem — e você pode imaginar a minha surpresa: por que seria preciso coragem para dizer a verdade? Você interpreta a lei, analisa todos os fatos. Trata-se de uma tomada de decisão imparcial”, afirmou a jurista.
Quem é Navi Pillay?
Com 85 anos, Navi Pillay fez história como a primeira mulher não branca a atuar no Tribunal Superior da África do Sul. Durante o período do apartheid, ela garantiu a Nelson Mandela o direito a um advogado enquanto estava preso. Pillay também ocupou o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Ela foi juíza no Tribunal Penal Internacional para Ruanda, onde reconheceu o estupro e a violência sexual como atos de genocídio. Além disso, integrou a Comissão de Inquérito Independente designada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, que, em setembro do ano passado, classificou as ações de Israel na Faixa de Gaza como “genocídio”.
Reconhecimento Internacional
Com essa conquista, Pillay se torna a 21ª mulher a receber o Nobel da Paz, que já foi concedido a mais de 144 laureados ao longo dos anos. O prêmio não apenas celebra sua trajetória, mas também destaca a importância da luta pelos direitos humanos em um mundo que ainda enfrenta muitos desafios.
Fonte: Mundo







