O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) deu início, nesta quarta-feira (14), ao seu 1º Curso de Atendimento à Mulher Vítima de Violência. Destinado a militares e profissionais da segurança pública, a capacitação visa preparar os participantes para acolher e encaminhar mulheres que se encontram em situações de violência.
A importância da capacitação para o atendimento humanizado
Promovido pelo Comitê de Gestão de Políticas Públicas para as Mulheres do CBMMT, o curso tem uma duração de dois dias e abrange temas como as várias formas de violência contra a mulher, os procedimentos adequados de atendimento e os mecanismos de proteção existentes no estado. Esta iniciativa busca fortalecer a colaboração entre as forças de segurança e a rede de apoio, priorizando um atendimento humanizado, que inclua orientação adequada e a prevenção da revitimização.
Envolvimento das autoridades na abertura do curso
Durante a cerimônia de abertura, a coronel PM Susane Tamanho, secretária de Segurança Pública, destacou a relevância da capacitação para aprimorar as estratégias de proteção às mulheres. Ela salientou que a forma como os profissionais lidam com o primeiro contato pode impactar decisivamente a escolha da vítima em buscar ajuda. “Naquele momento, vocês, enquanto profissionais de segurança e de proteção, estarão dando o pontapé inicial para que aquela mulher tome uma atitude que talvez nunca tenha tido coragem de tomar. Por isso, é preciso ter sensibilidade e conhecimento, saber como orientar e, principalmente, saber ouvir, que é o mais importante”, afirmou.
Iniciativas do CBMMT para a proteção das mulheres
O comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, destacou que o curso faz parte de um esforço contínuo para aumentar a contribuição dos bombeiros militares na rede de proteção às mulheres. O Corpo de Bombeiros já possui diretrizes como o Procedimento Operacional Padrão (POP) de Atendimento à Mulher Vítima de Violência e o Protocolo de Acolhimento à Mulher Vítima de Violência, que garantem sigilo, respeito e proteção às vítimas. “Entendemos que o Corpo de Bombeiros tinha muito a contribuir, não apenas para aprimorar o atendimento às mulheres em situação de violência, mas também para orientá-las sobre os caminhos disponíveis para buscar ajuda e proteção”, garantiu o coronel.
A responsabilidade dos profissionais de segurança
A delegada Mariell Antonini, que lidera o Gabinete de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres de Mato Grosso, ressaltou que os bombeiros têm a capacidade de identificar situações de violência doméstica, mesmo em ocorrências que não aparentam estar relacionadas a esse tipo de crime. “Espero que todos possam refletir sobre essa responsabilidade. Já temos um procedimento operacional padrão e um caderno temático voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher no âmbito do Corpo de Bombeiros Militar”, assegurou.
Comunicação e preparo emocional no atendimento
A delegada Judá Maali Marcondes, coordenadora de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis da Polícia Civil, também participou da solenidade e enfatizou a importância do preparo emocional e da comunicação no atendimento às vítimas. Para ela, a abordagem dos profissionais pode impactar diretamente a confiança das mulheres nos serviços públicos e sua disposição em denunciar casos de violência. “É fundamental que o profissional tenha preparo emocional para lidar com situações de violência e saiba se comunicar de forma acolhedora”, destacou.
A capacitação ocorre no auditório da Controladoria-Geral do Estado e continua até esta quinta-feira (15), reunindo representantes de diversas instituições que atuam na segurança pública e na defesa dos direitos das mulheres em Mato Grosso. A presença de autoridades como a secretária adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres, Salete Morockoski, e outros representantes das forças de segurança, demonstra o comprometimento com a causa. Com essa iniciativa, espera-se que o atendimento às mulheres vítimas de violência se torne mais eficiente e acolhedor, garantindo que elas se sintam protegidas e apoiadas.
Fonte: Mato Grosso







