A Polícia Federal divulgou o balanço oficial da Operação Tomada de Contas, deflagrada para investigar suspeitas de irregularidades em contratos e pagamentos no Tribunal de Contas de Mato Grosso. A ação resultou na prisão de seis pessoas, incluindo o presidente da corte de contas, além do cumprimento de diversos mandados de busca e apreensão em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Inventário de apreensões da Polícia Federal
Durante as diligências autorizadas pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, as equipes recolheram uma enorme quantidade de bens e valores em espécie. O inventário final divulgado pelas autoridades contabilizou 6 prisões, 27 celulares, 31 veículos, 16 armas e 6.512 munições.
O montante em dinheiro vivo impressionou os investigadores, somando R$ 4.360.607,00 em reais, além de U$ 106.865,00 em dólares, E$ 19.870,00 em euros, 2.000,00 libras esterlinas e 3.650,00 pesos argentinos. O material apreendido também incluiu artigos de luxo, destacando-se 167 relógios e 112 garrafas de vinho, além de um flagrante de armas e um termo circunstanciado de drogas.
Movimentações financeiras suspeitas
As investigações apontam indícios de crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa, envolvendo a suspensão de contratos administrativos como instrumento de pressão sobre fornecedores. O STJ identificou R$ 75,8 milhões em transações atípicas, apontando Sérgio Ricardo de Almeida como possível líder do esquema. Apenas nas contas do presidente do órgão, foram mapeados 150 saques em dinheiro vivo que totalizaram R$ 15,6 milhões em menos de dez meses.
Além da cúpula administrativa, que teve entre os detidos a secretária executiva Roseli Loss e o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira, a decisão judicial determinou o afastamento cautelar de quatro conselheiros da instituição.
Até o momento, as defesas dos investigados não se manifestaram publicamente. Em nota oficial, o Tribunal de Contas de Mato Grosso garantiu que vai cumprir todas as determinações judiciais e manter a normalidade administrativa de suas atividades institucionais.
Fonte: Politica







