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PEC da Segurança avança e poderá criar polícias municipais no Brasil

Medidas mais rigorosas para facções e novos modelos de policiamento estão em pauta no Senado Federal.

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Facções na mira: PEC da Segurança avança no Senado e abre caminho para criação de polícias municipais

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que visa endurecer as regras para integrantes de facções criminosas, avançou no Senado e pode trazer mudanças significativas no cenário de segurança no Brasil. O texto, que inclui a criação de polícias municipais e o confisco de bens de crime organizado, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Regras mais severas para facções criminosas

Entre as principais alterações propostas, destacam-se o endurecimento das regras para progressão de pena, saída temporária e liberdade provisória de indivíduos envolvidos em organizações criminosas. O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), firmou que a medida visa reduzir a atuação de grupos criminosos, especialmente aqueles que mantêm controle dentro e fora do sistema penitenciário. As novas diretrizes incluem:

  • Proibição ou restrição na progressão de regime;
  • Impedimentos para a saída temporária;
  • Restrições à concessão de liberdade provisória;
  • Obrigatoriedade de cumprimento da pena em presídios de segurança máxima.

Essas regras ainda precisam ser aprovadas pelo plenário do Senado antes de entrarem em vigor.

Confisco de bens e criação de polícias municipais

Outra proposta relevante da PEC é a autorização para o confisco de bens relacionados a atividades criminosas. Isso inclui a expropriação de patrimônio de facções e milícias, visando desmantelar a base financeira de tais grupos. A intenção é que essa medida não apenas atinja os membros das organizações, mas também os recursos que sustentam suas operações ilegais.

Além disso, a PEC abre a possibilidade para que os municípios possam estabelecer suas próprias polícias, voltadas ao policiamento comunitário e ostensivo. Essa mudança permitirá uma maior participação das administrações locais na segurança pública, que atualmente é predominantemente gerida por forças estaduais e federais. Contudo, a implementação dessas corporações dependerá de legislações locais.

Ampliação de funções da Polícia Rodoviária Federal

O texto também propõe a expansão das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias, além de oferecer apoio a outras forças de segurança mediante solicitação do governador.

Estrutura do Sistema Único de Segurança Pública

A PEC visa também formalizar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição, promovendo uma integração mais efetiva entre União, estados, Distrito Federal e municípios. Isso permitirá uma colaboração mais estreita no combate ao crime, buscando um compartilhamento de estratégias mais eficaz.

O texto ainda precisa passar por um segundo turno de votação no Senado, onde requer pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores para ser aprovado. Se a versão for a mesma que já passou pela Câmara dos Deputados, a proposta poderá ser promulgada sem a necessidade de sanção presidencial. Enquanto isso, as atuais regras permanecem inalteradas até a conclusão do processo legislativo.

Fonte: Politica

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